Dinâmica: distorções na comunicação

Essa dinâmica é semelhante a um telefone sem fio. São separados aproximadamente 7 pessoas. Seis delas saem da sala, enquanto uma delas fica no espaço, junto com a platéia, recebendo a mensagem que deve passar adiante.

Em seguida, cada um dos seis participantes entra na sala para receber a mensagem (em voz alta). Sua missão é chamar o próximo e reproduzir exatamente o que ouviu. No final, será possível perceber como a mensagem será distorcida, o que evidencia que é necessário sempre perguntar mais de uma vez para ter certeza se está compreendendo a mensagem que está sendo passada. Em alguns casos, pedi-la por escrito também pode resolver as ambiguidades….

A mensagem a ser passada adiante é a seguinte: “Durante uma briga de bar, no município de Paulo Souza, o trabalhador Djalma atirou uma rapadura de quase um quilo na cabeça de Elias. Logo após a  briga, os dois amigos voltaram a beber normalmente. Três dias depois, Elias dois levado ao Hospital com fores dores na cabeça e veio a falecer por traumatismo craniano. Agora, o delegado regional da cidade, Gilberto, tem um sério problema nas mãos: a rapadura, que logo depois da briga, foi colocada no balcão do bar, acabou sendo vendida e, dificilmente, algum morador vai admitir que comeu a arma do crime!”

Fonte: não tenho a fonte, mas deixo claro que não sou a autora da dinâmica!

Ramayana – Teatro Infanto- Juvenil – São Paulo

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O Ramayana, poema épico Hindu de Valmiki é considerado um dos mais antigos da Índia. A estória de Rama faz parte da vida cotidiana hindu, estabelecendo regras de conduta e de vida (o “Dharma”) e norteando a vida do indiano desde a infância. A vitória de Rama, símbolo do Bem, sobre Rávana, símbolo do Mal, é ainda hoje celebrado em toda a Índia durante o festival Dassera, que ocorre em meados de outubro. A estória da peça inicia-se com um mundo devastado pela raça dos rakshasas, liderados por seu Rei, Rávana, um tirano de Dez Cabeças. Para salvar a humanidade, o próprio Deus Vishnu encarna na Terra como Rama, príncipe herdeiro de Ayodhya, e sua consorte, a deusa Lakshimi, vem ao mundo dos homens como Sita. Rávana vem a saber da beleza de Sita e consegue, ardilosamente, raptá-la. Rama, desesperado, pede ajuda a Hanuman (deus-macaco), que descobre o paradeiro da princesa: a cidade de Lanka, uma ilha ao sul da Índia. Inicia-se a guerra para o resgate de Sita: de um lado, um exército de macacos e ursos, auxiliando Rama, e de outro, o exército dos rakshasas, com Kumbhakarna (o gigante), liderados por Rávana. Rama derrota Rávana e resgata a princesa Sita, retornando para o seu reino.

Carla de Gobbi…………………..Saraswati, Kaikeyi, Criada, Oceano, Soldado

Dênis Acorinte …………………..Vishnu, Rama, Sol

Juliana Terra……………………..Lakshimi, Sita, Anjana, Manthara

Luana Margarida……………….. Narrador

Maurício Sterchele………………Sacerdote, Rávana

Ricardo Sequeira………………..Brahma, Rei Dasaratha, Rei Janaka, Demônio Bandeja

Ricardo Oshiro…………………..Indra, Bharata, Hanuman

Figurinos: Carol Piscitelli

Preparação corporal e vocal: Andrea Prior

Letras e canções: Alexandre Cueva, Álvaro Cueva, Adriana Prior e Maurício Sterchele

Operação de Luz: André Lemes

Direção geral e dramaturgia: Andrea Prior

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Recomendado para crianças a partir de 05 anos

Domingos às 11h no TEATRO COMMUNE (www.commune.com.br)

Rua da Consolação, 1218 – Consolação – Região central

Tel: 11 3476-0792 ou 3807-0792

Duração do espetáculo: 60 min

Temporada: 21/06/09 à 04/10/09

Ingressos: R$ 20 adulto, R$ 10 para crianças, estudantes, terceira idade e classe artística

84 lugares, ar condicionado, café, acesso à deficientes, estacionamento ao lado

Maiores informações: Site: http://www.espacorasa.art.br

Porta-voz: Andrea Prior 11 9919-7311 11 3868-2612 andrea_prior@uol.com.br
Espaço Rasa 11 3868 2612 http://www.espacorasa.art.br

Lançamento do Meme – o miniblog do Yahoo

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Não costumo postar nada com este teor, mas no caso do meme, preciso abrir uma exceção. Em primeiro lugar, meu marido (DSouza) participou da concepção e desenvolvimento da ferramenta, que é 100% brasileira. Foi criado um grupo de inovação, que foi responsável por TUDO no projeto, da concepção do produto, do layout, das funcionalidades…

O que isso tem de interessante? Bom, especialmente para eles, foi uma experiência ímpar. Não receberam encomenda de ninguém, nem ficaram submetidos à área de marketing. São os desenvolvedores e usuários de internet pensando em um produto que agradesse o público brasileiro.

Para nós, além de ser uma ferramenta super bem desenvolvida, com uma interface clean (veja que não tem banner de propaganda), ela foi feita para o brasileiro. Tanto que os “gringos” estão tendo que se virar no português para usá-la., pois ela ainda não foi traduzida. Quer coisa mais legal que isso ?

Ontem (14.05) foi um dia eufórico para o time desenvolvedor. A quantidade de notícias sobre o produto que saíram na imprensa foi impressionante. Dá para ter uma noção do poder da internet e de como as pessoas são influenciadas por ela. O número de usuários pulou de 100 para 600 em apenas 24 horas. E claro, a imprensa não podia deixar de falar bobagens, como “é um clone do twitter”, “só é possível postar 140 caracteres”… e por aí vai.

Mas tivemos uma excelente notícia no info abril, feita por Bruno Ferrari. Clique aqui para ler.

Ah, e uma fofoca: o designer gráfico do produto hoje trabalha no twitter! Veja a entrevista dele aqui.

Desejo muito sucesso aos meninos do Yahoo! e ao Meme, que é tudo de bom!

Julci Rocha

Declaração de independência do ciberespaço

Por John Perry Barlow

Governos do Mundo Industrial,  gigantes aborrecidos de carne e aço,  venho do espaço cibernético, o novo lar da Mente. Em nome do futuro,  peço a vocês do passado que nos deixem em paz. Vocês não são benvindos entre nós. Vocês não têm a independência que nos une.

Os governos derivam seu  poder  do consenso dos governados. Vocês não solicitaram ou receberam o nosso. Não convidamos vocês. Vocês não vêm do espaço cibernético, o novo lar da Mente.

Não temos governos eleitos, nem  é provável que tenhamos um, então  me dirijo a vocês sem autoridade maior do que aquela com a qual a liberdade por si só sempre se manifesta.

Eu declaro o espaço social global, aquele que estamos construindo,  naturalmente independente das tiranias que vocês tentam nos impor. Vocês não têm direito moral de nos impor regras, nem ao menos de possuir métodos de coação a que tenhamos real razão para temer.

Vocês não nos conhecem, muito menos conhecem nosso mundo. O espaço cibernético não se limita às suas fronteiras. Não pensem que vocês podem construi-lo, como se fosse um projeto de construção pública. Vocês não podem. Ele é um ato da natureza e cresce por si próprio, por meio de nossas ações coletivas.

Vocês não se engajaram em nossa grande e aglomerada conversa, e também não criaram a riqueza de nossa reunião de mercados. Vocês não conhecem nossa cultura, nossos códigos éticos ou falados que já proveram nossa sociedade com mais ordem do que se fosse obtido por meio de qualquer das suas imposições.

Vocês alegam que existem problemas entre nós que somente vocês podem solucionar. Vocês usam essa alegação como  desculpa para invadir nossos distritos. Muitos desses problemas não existem. Onde existirem conflitos reais, onde existirem erros, iremos identificá-los e resolvê-los por nossos próprios meios.

Estamos formando nosso próprio Contrato Social. Essa maneira de governar surgirá de acordo com as condições do nosso mundo, não do seu. Nosso mundo é diferente.

O espaço cibernético consiste em idéias, transações e relacionamentos próprios,como uma onda parada na rede das nossas comunicações.

O nosso é um mundo que está ao mesmo tempo em todos os lugares e em nenhum lugar, mas não é onde pessoas vivem.

Estamos criando um mundo em que todos poderão viver sem privilégios ou preconceitos de  raça, poder econômico, força militar ou lugar de nascimento.

Estamos criando um mundo onde qualquer um, em qualquer lugar, poderá expressar suas opiniões, não importando quão singular seja, sem temer ser coagido ao silêncio ou à conformidade.

Seus conceitos legais sobre propriedade, expressão, identidade, movimento e contexto não se aplicam a nós. Eles são baseados na matéria. Não há nenhuma matéria aqui.

Nossas identidades não possuem corpos: então, diferentemente de vocês, não podemos obter ordem por meio da coerção física. Acreditamos que a partir da ética,  interesse próprio de nossa comunidade, nossa maneira de governar surgirá. Nossas identidades poderão se espalhar por muitas de suas jurisdições.

A única lei que todas as nossas culturas constituídas  reconhecerão é o Código Dourado. Esperamos ser capazes de construir nossas próprias soluções com base neste fundamento. Mas não podemos aceitar soluções que vocês estão tentando nos impor.

Nos Estados Unidos vocês estão criando uma lei, o Ato de Reforma das Telecomunicações, que repudia sua própria Constituição e insulta os sonhos de Jefferson, Washington, Mill, Madison, deTocqueville and Brandeis. Esses sonhos precisam nascer agora de novo dentro de nós.

Vocês estão apavorados com suas próprias crianças, já que elas nasceram num mundo onde vocês serão sempre imigrantes. Porque têm medo delas, vocês incumbem suas burocracias das responsabilidades paternais, já que são covardes demais para se confrontarem consigo mesmos.

Em nosso mundo, todos os sentimentos e expressões de humanidade, desde os mais humilhantes até os mais angelicais, são parte de um todo descosturado: a conversa global de bits. Não podemos separar o ar que sufoca daquele no qual as asas batem.

Na China, Alemanha, França, Rússia, Singapura, Itália e Estados Unidos, vocês estão tentando repelir o vírus da liberdade, erguendo postos de guarda nas fronteiras do espaço cibernético. Isso pode manter afastado o contágio por um curto espaço de tempo, mas não irá funcionar num mundo que brevemente será coberto pela mídia baseada em bits.

Sua indústria da informação cada vez mais obsoleta poderia perpetuar por meio de proposições de leis na América e em qualquer outro lugar. Essas leis defenderiam idéias que seriam outro tipo de produto, não mais nobre do que um porco de ferro. Em nosso mundo, qualquer coisa que a mente humana crie, pode ser reproduzida e distribuída infinitamente sem nenhum custo. O meio de transporte global do pensamento não mais exige suas fábricas para se consumar.

Essas medidas coloniais e hostis nos coloca na mesma posição daqueles antigos amantes da liberdade e auto- determinação que tiveram de rejeitar a autoridade dos poderes distantes e desinformados.

Precisamos nos declarar virtualmente imunes de sua soberania, mesmo se continuarmos a consentir suas regras sobre nós. Nos espalharemos pelo mundo para que ninguém consiga aprisionar nossos pensamentos.

Criaremos a civilização da Mente no espaço cibernético. Ela poderá ser mais humana e justa do que o mundo que vocês governantes fizeram antes.

Davos, Suíça 8 de fevereiro de 1996

John Perry Barlow é um fazendeiro  aposentado,  lírico do Grateful Dead e co-fundador da  Fundação da Fronteira Eletrônica.


Em resumo… Anita Roddick

Para adquirir mais conhecimento para as aulas de Cyberpreneurship (Empreendedorismo na Internet) que estou ministrando no Hackerteen, eu comecei a ler o livro “Meu jeito de fazer negócios”. Ainda não acabei a leitura, restando algumas poucas páginas, mas não posso deixar de recomendar sua leitura especialmente pela mulher extraordinária que foi Anita Roddick. Falecida em 2007, aos 64 anos, Anita é fundadora da empresa de cosméticos “The Body Shop”, atualmente pertencente ao grupo L’Oreal (uma pena…) .

Anita se destaca pelo engajamento político e a ética  e consciência em todos os aspectos que envolviam a sua empresa, desde os fornecedores, a fabricação dos produtos até mesmo na propaganda. Ela mesmo dizia que jamais poderia dizer que um mero shampoo tiraria as pontas duplas do cabelo. O máximo que ele pode fazer é deixá-lo limpo. Da mesma forma, a melhor prevenção contra o envelhecimento precoce não são cremes antiidade, mas um chapéu, que vai te proteger do sol !

Infelizmente, encontramos pouca coisa em português sobre Anita. Por isso, a leitura do livro se torna ainda mais relevante.

O preço é salgado ! (R$ 77,00 no submarino,  cotado hoje).

Segue links que descrevem um pouco da trajetória da Anita, para quem quiser conhecê-la um pouco mais… O último é de uma entrevista com ela, com legenda em português.

http://www.catho.com.br/jcs/inputer_view.phtml?id=6484
http://epocanegocios.globo.com/Revista/Epocanegocios/0,,EDG79409-8379,00.html

JRocha