Design: não são os olhos, é o cérebro que vê – Marcos Nähr

Mesmo em uma mídia composta basicamente por textos, a linguagem gráfica se faz necessária. É ela a responsável pela perfeita comunicação entre o conteúdo da mensagem e seu público.

Por Marcos Nähr

As várias etapas da construção de uma imagem visual já vem sendo estudadas há algum tempo por psicólogos e sua opinião é unânime: a visão não é uma percepção que ocorre por inércia, uma recepção de objetos e formas exteriores que se impõe em bloco a células visuais passivas.

O sistema que capta os fótons é necessário, sem dúvida, mas ele é insuficiente para induzir uma imagem das coisas que nos cercam. Para completar o processo é necessário uma atividade cerebral que transforme as informações implícitas em informações explícitas, um processo que converta descargas elétricas em imagens coerentes.

Os objetos e formas não chegam até nós como tais, são reconhecidos e reconstruídos por nosso cérebro, dotado de capacidade de análise, de síntese e de hierarquização. Não é o olho, mas sim o cérebro que vê.

Mas como o cérebro constrói uma imagem, a imagem daquilo que acredita estar ali, mas não está realmente?

Neste processo estão aparentemente envolvidas duas etapas. De um lado uma interpretação simbólica, que vai evoluindo em níveis cada vez mais complexos, de outro uma comparação ao que se entende como realidade.

A imagem global é construída em etapas sucessivas em direção a um nível cada vez mais alto de integração que proporciona uma imagem visual completa.

Uma sensação, uma simbolização, uma comparação, uma percepção e novas simbolizações em escala cada vez mais complexa. Estas são as principais etapas da atividade cerebral envolvida na criação da imagem. Nesta integração efetuada em bloco, conta mais o conjunto do que os detalhes que o constróem.

A nossa visão implica funções de análise, de reconhecimento e de reintegração num quadro familiar.

Esta comunicação sinestésica e subliminar que chega até nossos olhos através de cores, tipos, formas gráficas e estilos pode ser chamada de design invisível.

Esta linguagem explicitamente gráfica do design invisível pode ser considerada um dos objetos principais de construção e transmissão de uma mensagem.

É por isto que mesmo em uma mídia composta basicamente por textos, a linguagem gráfica se faz necessária. É ela que será responsável pela perfeita comunicação entre o conteúdo da mensagem e seu público.

Marcos Nähr (Marcos_Nahr@Dell.com) é formado em Design Gráfico, consultor de conteúdo para o Global eCommerce da Dell Computadores e professor do Comunicação Digital da Universidade do Vale do Rio dos Sinos.

Disponível em:

http://webinsider.uol.com.br/index.php/2004/08/25/design-nao-sao-os-olhos-e-o-cerebro-que-ve/

Repositórios de Objetos de Aprendizagem disponíveis na internet

Repositórios Nacionais

  • RIVED – Rede Interativa Virtual de Educação

http://www.rived.mec.gov.br/

  • Banco Internacional de Objetos Educacionais

http://objetoseducacionais2.mec.gov.br

  • Domínio Público

http://www.dominiopublico.gov.br

  • CESTA – Coletânea de Entidades de Suporte ao Uso da Tecnologia na Aprendizagem

http://www.cinted.ufrgs.br/CESTA/cestadescr.html

  • Universidade Federal do Rio Grande do Sul – NUTED

http://www.nuted.edu.ufrgs.br/objetos/

  • Portal do Professor

http://www.portaldoprofessor.mec.gov.br

  • Laboratório Virtual da USP (exclusivo para as áreas de Química e Física)

http://www.labvirt.fe.usp.br/

  • KlickEducação  (não é público, mas permite acesso gratuito em algumas áreas)

http://www.klickeducacao.com.br

  • Biblioteca Virtual do Estudante de Língua Portuguesa

http://www.bibvirt.futuro.usp.br/index.php

  • Micro & Gene – USP

http://www.ib.usp.br/microgene/index.php?pagina=atividades

  • UNIFRA-  Centro Universitário Franciscano

http://sites.unifra.br/Default.aspx?alias=sites.unifra.br/rived

  • Soft Ciências

http://nautilus.fis.uc.pt/mn/p_index.html

  • Unijuí

http://www.projetos.unijui.edu.br/matematica/fabrica_virtual/

  • Educa Rede:

http://www.educarede.org.br/educa/index.cfm?pg=ensinar_e_aprender.turbine_principal

  • Copyleft – Pearson:

http://www.copyleftpearson.com.br/busca.aspx

Repositórios Internacionais

  • Stanford OpenCourseWere

http://stanfordocw.org

  • Merlot – Online Learning Material

http://www.merlot.org/merlot/index.htm

  • Science Netlinks

http://www.sciencenetlinks.com/resources_list.cfm?Grade=9-12&BenchmarkID=5

  • Intute

http://www.intute.ac.uk/

  • Wisc Online

http://www.wisc-online.com/

  • Careo – Campus Alberta Repository of Educational Objects

http://www.ucalgary.ca/commons/careo/

  • Profetic – Intégration des TIC et nouvelle pédagogie universitaire

http://www.profetic.org/spip.php?rubrique19

Pesquisa realizada em 20/05/2009

Fique ligado: o controle da Internet está sendo discutido!

Coloco aqui alguns links que se referem às discussões do projeto de lei do Senador Eduardo Azeredo, que diz respeito à cibercrimes.

1) Entrevista com Azeredo

2) Mais uma entrevista com o Azeredo

3) Blog do Sociólogo Sergio Amadeu

4) Especialistas comentam a lei do Azeredo

Esta é uma das discussões mais importantes da atualidade pois traz à tona subtemas como privacidade, propriedade, liberdade de expressão, identidade e outros. Informe-se e se manifeste, seja contra ou a favor, seja a favor em partes… mas não deixe de se manifestar.

Me manifesto aqui: A internet rompe com diversos paradigmas do mundo físico, material. Querer impor regras deste “mundo” para o mundo digital é uma forma de demarcar território, de garantir a primazia.

Tire você mesmo suas próprias conclusões. Pesquise, leia, questione.

JRocha

Declaração de independência do ciberespaço

Por John Perry Barlow

Governos do Mundo Industrial,  gigantes aborrecidos de carne e aço,  venho do espaço cibernético, o novo lar da Mente. Em nome do futuro,  peço a vocês do passado que nos deixem em paz. Vocês não são benvindos entre nós. Vocês não têm a independência que nos une.

Os governos derivam seu  poder  do consenso dos governados. Vocês não solicitaram ou receberam o nosso. Não convidamos vocês. Vocês não vêm do espaço cibernético, o novo lar da Mente.

Não temos governos eleitos, nem  é provável que tenhamos um, então  me dirijo a vocês sem autoridade maior do que aquela com a qual a liberdade por si só sempre se manifesta.

Eu declaro o espaço social global, aquele que estamos construindo,  naturalmente independente das tiranias que vocês tentam nos impor. Vocês não têm direito moral de nos impor regras, nem ao menos de possuir métodos de coação a que tenhamos real razão para temer.

Vocês não nos conhecem, muito menos conhecem nosso mundo. O espaço cibernético não se limita às suas fronteiras. Não pensem que vocês podem construi-lo, como se fosse um projeto de construção pública. Vocês não podem. Ele é um ato da natureza e cresce por si próprio, por meio de nossas ações coletivas.

Vocês não se engajaram em nossa grande e aglomerada conversa, e também não criaram a riqueza de nossa reunião de mercados. Vocês não conhecem nossa cultura, nossos códigos éticos ou falados que já proveram nossa sociedade com mais ordem do que se fosse obtido por meio de qualquer das suas imposições.

Vocês alegam que existem problemas entre nós que somente vocês podem solucionar. Vocês usam essa alegação como  desculpa para invadir nossos distritos. Muitos desses problemas não existem. Onde existirem conflitos reais, onde existirem erros, iremos identificá-los e resolvê-los por nossos próprios meios.

Estamos formando nosso próprio Contrato Social. Essa maneira de governar surgirá de acordo com as condições do nosso mundo, não do seu. Nosso mundo é diferente.

O espaço cibernético consiste em idéias, transações e relacionamentos próprios,como uma onda parada na rede das nossas comunicações.

O nosso é um mundo que está ao mesmo tempo em todos os lugares e em nenhum lugar, mas não é onde pessoas vivem.

Estamos criando um mundo em que todos poderão viver sem privilégios ou preconceitos de  raça, poder econômico, força militar ou lugar de nascimento.

Estamos criando um mundo onde qualquer um, em qualquer lugar, poderá expressar suas opiniões, não importando quão singular seja, sem temer ser coagido ao silêncio ou à conformidade.

Seus conceitos legais sobre propriedade, expressão, identidade, movimento e contexto não se aplicam a nós. Eles são baseados na matéria. Não há nenhuma matéria aqui.

Nossas identidades não possuem corpos: então, diferentemente de vocês, não podemos obter ordem por meio da coerção física. Acreditamos que a partir da ética,  interesse próprio de nossa comunidade, nossa maneira de governar surgirá. Nossas identidades poderão se espalhar por muitas de suas jurisdições.

A única lei que todas as nossas culturas constituídas  reconhecerão é o Código Dourado. Esperamos ser capazes de construir nossas próprias soluções com base neste fundamento. Mas não podemos aceitar soluções que vocês estão tentando nos impor.

Nos Estados Unidos vocês estão criando uma lei, o Ato de Reforma das Telecomunicações, que repudia sua própria Constituição e insulta os sonhos de Jefferson, Washington, Mill, Madison, deTocqueville and Brandeis. Esses sonhos precisam nascer agora de novo dentro de nós.

Vocês estão apavorados com suas próprias crianças, já que elas nasceram num mundo onde vocês serão sempre imigrantes. Porque têm medo delas, vocês incumbem suas burocracias das responsabilidades paternais, já que são covardes demais para se confrontarem consigo mesmos.

Em nosso mundo, todos os sentimentos e expressões de humanidade, desde os mais humilhantes até os mais angelicais, são parte de um todo descosturado: a conversa global de bits. Não podemos separar o ar que sufoca daquele no qual as asas batem.

Na China, Alemanha, França, Rússia, Singapura, Itália e Estados Unidos, vocês estão tentando repelir o vírus da liberdade, erguendo postos de guarda nas fronteiras do espaço cibernético. Isso pode manter afastado o contágio por um curto espaço de tempo, mas não irá funcionar num mundo que brevemente será coberto pela mídia baseada em bits.

Sua indústria da informação cada vez mais obsoleta poderia perpetuar por meio de proposições de leis na América e em qualquer outro lugar. Essas leis defenderiam idéias que seriam outro tipo de produto, não mais nobre do que um porco de ferro. Em nosso mundo, qualquer coisa que a mente humana crie, pode ser reproduzida e distribuída infinitamente sem nenhum custo. O meio de transporte global do pensamento não mais exige suas fábricas para se consumar.

Essas medidas coloniais e hostis nos coloca na mesma posição daqueles antigos amantes da liberdade e auto- determinação que tiveram de rejeitar a autoridade dos poderes distantes e desinformados.

Precisamos nos declarar virtualmente imunes de sua soberania, mesmo se continuarmos a consentir suas regras sobre nós. Nos espalharemos pelo mundo para que ninguém consiga aprisionar nossos pensamentos.

Criaremos a civilização da Mente no espaço cibernético. Ela poderá ser mais humana e justa do que o mundo que vocês governantes fizeram antes.

Davos, Suíça 8 de fevereiro de 1996

John Perry Barlow é um fazendeiro  aposentado,  lírico do Grateful Dead e co-fundador da  Fundação da Fronteira Eletrônica.


A importância do Designer Instrucional na Educação à Distância (Ead)

Nos últimos anos, acompanhamos um crescimento da oferta de cursos à distância, sejam por instituições formais de ensino (como as Universidades), ou informais, como a educação corporativa ou cursos livres.

Nesse grande universo da EaD, encontramos uma diversidade de formatos de cursos. Um grande número de profissionais fica nos bastidores desta grande engrenagem, tais como o web designer, o gerente de vendas, o especialista em conteúdo, o administrador do ambiente de aprendizagem… mas quem cuida dos aspectos educacionais da EaD? Diferente da educação presencial, não se trata do pedagogo, mas do Designer Instrucional. Este profissional é responsável pelas soluções educacionais nos cursos à distância, caracterizando o conteúdo e a proposta como educativa, ou seja, com o propósito de ensinar.

Mas por que é necessário um profissional específico, uma vez que na educação presencial, há tantos anos, esta é uma responsabilidade do pedagogo? Exatamente pelas especificidades inerentes à educação à distância. Ela possui uma linguagem própria, um formato específico, além de exigir do profissional conhecimentos em diferentes mídias, não usuais na educação presencial. Por esta razão é que o Designer Instrucional precisa de uma formação especializada, além dos conhecimentos pedagógicos. Atualmente já existem cursos de pós-graduação Lato Sensu voltados especialmente para a qualificação técnica e acadêmica destes profissionais.

E o que você, aluno de cursos à distância, ganha com isso? Muito! O Designer instrucional vai garantir que um “apanhado de informações” tenha uma intencionalidade educacional, relacionando diversas variáveis: público-alvo, objetivos do curso, atividades práticas, avaliação da aprendizagem, particularidades do conteúdo etc.

Portanto, ao procurar uma instituição que ofereça cursos à distância, não deixe de perguntar quem é o Designer Instrucional!

No próximo artigo, vamos te dar algumas dicas de como escolher um curso à distância com mais segurança.

Até lá 🙂

Julciane Castro da Rocha

Designer Instrucional, Professora e Mestranda em Educação.


Este texto foi originalmente escrito para os clientes da 4Linux, empresa que oferece cursos à distância na área de tecnologia

Blog de notícias sobre Ead + José Serra e a Univesp

http://www.educacaoadistancia.blog.br/

Este blog possui informações atualizadas sobre a EAD. Vale a pena conferir.

Uma delas é o comentário infeliz do Governador Jose Serra sobre a Educação a Distância, quando do anúncio oficial da criação da Univesp ( Universidade Virtual do Estado de São Paulo).

http://www.educacaoadistancia.blog.br/com-o-pe-atras-com-a-ead/

“Eu mesmo tenho o pé atrás [com a educação a distância]. Vendo TV, fico me perguntando se dá mesmo para aprender”

Fica a pergunta: se ele não tem certeza, por que assinou ? Por que não se informou mais sobre o assunto?

Na minha opinião, trata-se de um comentário irresponsável de alguém que tem a obrigação de estar informado sobre suas decisões.

JRocha