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	<title>Reflexões sobre o contemporâneo</title>
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		<title>Reflexões sobre o contemporâneo</title>
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		<title>Responsabilidade social?</title>
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		<pubDate>Thu, 20 May 2010 17:47:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julci</dc:creator>
				<category><![CDATA[Consumo]]></category>

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		<description><![CDATA[Li uma matéria na revista do IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) hoje e fiquei realizada! O professor da UMESP Wilson Bueno diz tudo o que eu penso sobre responsabilidade social empresarial. Uma grande MENTIRA! São pouquíssimas as empresas que podem se auto-intitular socialmente responsáveis. Eu nem me arrisco a apontar nenhuma, por não [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=julcirocha.wordpress.com&amp;blog=1154580&amp;post=498&amp;subd=julcirocha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#993300;">Li uma matéria na revista do IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) hoje e fiquei realizada! O professor da UMESP Wilson Bueno diz tudo o que eu penso sobre responsabilidade social empresarial. Uma grande MENTIRA! São pouquíssimas as empresas que podem se auto-intitular socialmente responsáveis. Eu nem me arrisco a apontar nenhuma, por não conhecer os tramites da implantação deste processo internamente.</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#993300;">Uma das coisas que ele diz e que vai ao encontro do que eu sempre pensei é: como uma empresa como o Mc Donalds pode ser considerada socialmente responsável, se sua essência é prejudicial à sociedade? Além de vender alimentos que só contribuem com a obesidade (mesmo tendo uma linha de produtos naturebas só para disfarçar&#8230; ), o seu marketing é anti-ético, pois tem como foco as crianças.</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="color:#993300;">Sugiro fortemente que todos leiam esta entrevista. Vou colocar a íntegra aqui (mesmo grande) pois fico com receio da página deles sair do ar daqui a algum tempo.</span></strong></p>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="97%" align="center">
<tbody>
<tr>
<td width="20" height="20"></td>
<td width="231" height="20" align="left" valign="top"><a href="http://www.idec.org.br/revista_home.asp">Revista                         n° 143 &#8211; Maio de 2010</a></td>
<td width="231" height="20" align="right" valign="top"><a href="http://www.idec.org.br/revista_home.asp"> </a></td>
<td width="10" height="20"></td>
</tr>
<tr>
<td width="20" height="20"></td>
<td colspan="2" width="463" height="20"></td>
<td width="10" height="20"></td>
</tr>
<tr>
<td width="20" height="20"></td>
<td colspan="2" width="463" height="20"><strong>Entrevista: </strong></td>
<td width="10" height="20"></td>
</tr>
<tr>
<td width="20" height="10"></td>
<td colspan="2" width="463" height="10"><strong> Muito blá blá blá e pouca prática </strong></td>
<td width="10" height="10"></td>
</tr>
<tr>
<td width="20" height="20"></td>
<td colspan="2" width="463" height="20"></td>
<td width="10" height="20"></td>
</tr>
<tr style="text-align:justify;">
<td width="20" height="20"></td>
<td colspan="2" width="463" height="20"><strong> </strong><img src="http://www.idec.org.br/imagens/revista/143-entrevista-01.jpg" alt="" hspace="6" vspace="3" align="left" /> <em>Já faz algum tempo que o termo  responsabilidade social está na &#8220;moda&#8221; e faz parte do vocabulário das  grandes empresas. Mas será que ela é realmente praticada? O tema  vem  sendo bastante discutido por conta da ISO 26000 &#8211; a norma da  responsabilidade social -, que deve ser publicada em dezembro deste ano.  O documento será finalizado de 15 a 21 de maio em uma reunião em  Copenhague, na Dinamarca. O jornalista e associado do Idec Wilson da  Costa Bueno falou à REVISTA DO IDEC sobre este e outros assuntos.</em></p>
<p><em>Além de escrever artigos para diversos veículos, editar sete sites  temáticos em comunicação e manter o blog <a href="http://www.blogdowilson.com.br/" target="_blank">www.blogdowilson.com.br</a> atualizado, Wilson Bueno também leciona na Universidade Metodista de  São Paulo (Umesp), em cujo campus concedeu esta entrevista, e é  professor aposentado da Universidade de São Paulo (USP).</em></p>
<p><em>Também é autor de alguns livros nas áreas do jornalismo especializado  em que atua (científico, ambiental, em saúde e em agronegócio).</em></p>
<p><em>Sem papas na língua, Wilson citou empresas que mais falam do que fazem e  criticou colegas de profissão que parecem ter esquecido como fazer bom  jornalismo.</em></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Idec: Os termos responsabilidade social e marketing social estão  cada dia mais presentes no discurso das empresas. Qual a diferença  entre eles? Eles também estão presentes na prática das empresas?<br />
Wilson da Costa Bueno:</strong> As empresas costumam confundir as duas  coisas, tanto no discurso quanto na prática. Elas insistem em se  proclamar socialmente responsáveis, mas na verdade estão desvirtuando o  conceito, praticando ações pontuais para tentar se caracterizar em sua  totalidade. E eu diria que nem é por desconhecimento, é voluntário, para  aparecerem bem na foto. Isso acontece em alguns setores específicos,  por exemplo, na indústria agroquímica, de mineração, de papel e  celulose, tabagista e da saúde. Há uma diferença essencial entre  responsabilidade social e marketing social. No marketing a intenção é  explicitamente mercadológica, e do ponto de vista prático pouca coisa  remete à comunidade. Passado o interesse em fortalecer a marca ou em ter  um resultado qualquer, as empresas abrem mão dele, muitas vezes  deixando profissionais ao relento. Ação pontual todo mundo pratica, até  traficantes e políticos corruptos praticam boas ações. Do meu ponto de  vista é necessário recuperar a totalidade e não apenas focar em coisas  pontuais, como o McDonald´s, que inventou o McDia Feliz, mas continua  contribuindo para a obesidade infantil, manipulando a consciência de  jovens e crianças. As empresas tentam escapar com a doação de parte da  receita. Já responsabilidade social seria um compromisso de gestão, de  filosofia de negócios, e não uma ação pontual. Ações pontuais não devem  ser confundidas com o conceito mais amplo e autêntico de  responsabilidade social.</p>
<p><strong>Idec: A responsabilidade social entrou em cena pela &#8220;porta&#8221; da  questão ambiental, sobretudo nesta última década. O que você acha que  terá mais destaque agora? Ou a questão ambiental ainda predominará por  muito tempo?<br />
WCB:</strong> Tem havido a valorização de outro conceito, parece que  mais abrangente, que é a sustentabilidade. É normal encontrar nos  portais das grandes corporações o menu [link] sustentabilidade, dentro  do qual está o de responsabilidade social. Por terem avacalhado o  conceito e todo mundo ter virado socialmente responsável, isso não serve  como diferencial. Sustentabilidade engloba responsabilidade social,  responsabilidade ambiental e responsabilidade do ponto de vista  econômico.</p>
<p><strong>Idec: Existem muitos exemplos de marketing verde falsos, que  colocam em risco a ideia de responsabilidade social. É possível fazer  marketing social sem falsidade?<br />
WCB:</strong> É possível, mas não tem sido essa a prática das grandes  corporações, como McDonald´s, Nestlé, Monsanto, Syngenta e Souza Cruz,  que nem podem ser socialmente responsáveis porque, por essência, são  predadoras. A indústria agroquímica não pode ser socialmente responsável  porque sua essência é fazer as pessoas usarem veneno, além de  emporcalhar a água e o solo. A Souza Cruz pode fazer o que quiser, mas  nunca vai conseguir eliminar sua essência, que é fazer as pessoas  fumarem e morrerem ou terem doenças devido ao consumo de cigarro. É  preciso ficar atento às ações de marketing social porque elas podem ser,  no mínimo, safadas. Imagine uma universidade que, só porque diminui a  mensalidade, diz que está praticando responsabilidade social, quando a  gente sabe que tem vaga pra burro sobrando. Essas ações sociais ou  ambientais são, na verdade, meras tentativas de manipulação.</p>
<p><strong>Idec: Você cita muitos cases de empresas que se autoproclamam  socialmente responsáveis ou que são premiadas por serem consideradas as  melhores para se trabalhar. Como o consumidor pode reconhecer as  empresas verdadeiramente responsáveis?<br />
WCB:</strong> Algumas acabam sendo facilmente desmascaradas porque fazem  coisas que   ficam evidentes. Outras não, por exemplo, as que ganham  prêmios e constroem seus cases a partir de agências e assessorias. Um  case importante que eu denunciei na época foi o da Merck, quando fez o  recall do Vioxx &#8211; um remédio que ela sabia que podia matar (e matou  milhares de pessoas). Quando ela fez o recall, apareceu como uma empresa  legal com os consumidores, porque estava tomando a iniciativa de  recolher o medicamento. E ela fez todo o esforço, inclusive no Brasil,  para apagar todos os rastros, recolher as caixas, deu pista para que os  médicos sumissem com os receituários. Aqui no Brasil quase não sobrou  gente para processá-la pelos danos que causou, mas lá fora ela teve um  problema enorme. Veja as montadoras que fazem recall e jogam o problema  no colo dos consumidores. No caso do Stilo, da Fiat, ou do Fox, da  Volkswagen, as empresas lesaram o consumidor e depois levam do governo  uma multa irrisória. Percebo que isso acontece com muita facilidade  porque a legislação é muito frouxa e há cumplicidade do governo com as  empresas, que fazem coisas que não fariam em países desenvolvidos. O  cubo da roda do Stilo na Europa é de aço e aqui é de ferro fundido, e é  por isso que quebra. O banco traseiro do Fox lá fora não tem o mesmo  problema que aqui porque as empresas sabem quanto custaria o dedinho de  um alemão ou de um americano. Há agroquímicos que são proibidos lá fora e  são vendidos aqui porque elas sabem que vai doer muito menos no bolso.  Ás vezes, vale a pena pagar a multa, cujo valor é incluído pelos  laboratórios nas campanhas publicitárias. Então, uma campanha de 5  milhões fica em 5 milhões e 200 mil, esses 200 mil são a multa. Se a  multa fosse de 10 milhões, certamente não fariam isso. A legislação, a  cumplicidade e o lobby dessas empresas fazem com que elas se sintam em  terreno favorável.</p>
<p><strong>Idec: Você acha que a ISO 26000, que deve ser concluída ainda  este ano, vai ajudar na apuração e até na implementação da  responsabilidade social das empresas?<br />
WCB:</strong> Acho que apesar de os selos da ISO existirem, o panorama  não mudou. As empresas continuam fazendo o que querem, e algumas a gente  nem imagina como conseguiram esses selinhos, porque são empresas  essencialmente predadoras. Sou um pouco descrente, meio cético. Acho que  o debate é importante, mas na prática muitas empresas que têm o selo  ISO não o merece. A ISO não garante muita coisa, pois parece que todo  mundo tem.</p>
<p><strong>Idec: Temos visto que o número de recalls aumentou. Isso  significa uma vigilância maior e um sistema de notificação um pouco mais  organizado?<br />
WCB:</strong> O fato de as empresas estarem promovendo recalls não  significa que estejam controlando a qualidade e a excelência da  produção. Não é possível que em um século elas não tenham aprendido a  fazer carros. Nesta época em que temos recorde de produção de automóveis  e concorrência cerrada, as empresas estão cuidando menos do processo de  fabricação. Acho que estão ocorrendo recalls demais em todas as  montadoras, até em empresas mais responsáveis, como a Toyota e a Volvo,  que vende a ideia de segurança. Estão todas sob suspeita, e no Brasil o  desmando é grande porque a cobrança do consumidor ainda é menor do que  deveria. É muito fácil colocar anúncio de um quarto de página dizendo  que 400 mil pessoas devem procurar a concessionária e agendar o conserto  para os próximos três meses. Enquanto isso, o consumidor fica com um  carro perigoso. Isso é maluco!</p>
<p><strong>Idec: Algumas empresas já </strong><strong>perceberam  que para  controlar sua imagem e reputação não basta apenas comandar a  grande  imprensa, também é preciso intervir nas chamadas redes sociais,  como  Facebook, Orkut, Twitter. O que você acha que mudará no futuro: as   empresas, as redes sociais ou há uma terceira alternativa?<br />
WCB:</strong> Talvez existam outras alternativas dentro das redes  sociais,  mas acho que, de qualquer forma, temos evoluído para um cenário  no qual  o controle das empresas é menor, e por isso as informações  sobre  desmandos e abusos vazam mais. Escrevi um artigo com a ideia de  mostrar  que as empresas ainda não têm a cultura de dialogar nas redes  sociais.  Elas tentam fazer pressão, chantagem, cooptar pessoas que são   protagonistas na rede, mas não têm a cultura da interação, do diálogo,   da transparência. Mas acho que já houve uma mudança importante. Quando   havia uns poucos jornaloides que dominavam o mercado da comunicação, era   fácil os anunciantes usarem isso como tapa-boca. Hoje, eles até   continuam fazendo isso, mas o número de alternativas para expressão em   blogs e nas redes em si é maior, e sendo maior fica mais difícil   controlar e silenciar todo mundo. Portanto, a tendência são os abusos   aparecerem com mais frequência, e as empresas sabem que isso causa um   impacto brutal em sua imagem e reputação. As empresas estão usando uma   tática antiga que é tentar identificar os adversários para ver se   conseguem silenciá-los. É mais fácil para elas fazer isso que mudar de   postura. Mas como acho que não vai funcionar, algumas vão ter que mudar.   As redes sociais trazem um cenário diferente &#8211; de pluralismo e de não   controle. Suborno, propina e amizade com os grandes monopólios de   comunicação garantiam tudo. Hoje, o controle é menor porque não se   consegue comprar todos os blogueiros e twitteiros.<strong>Idec: O que é interessante na internet é o jogo de   esconde-esconde, porque você não consegue ver o tamanho do outro&#8230;<br />
WCB:</strong> As empresas estão assustadas com isso, porque elas não têm   controle, mas isso é bom. Vou dar um exemplo: há alguns anos eu recebia   repetidamente na minha caixa de correio o folhetinho de   responsabilidade social da Souza Cruz. Eu ficava profundamente irritado,   porque eu tenho plena consciência de que a indústria tabagista nunca   será socialmente responsável, já que a essência dela é vender um produto   que mata as pessoas. Eu escrevi vários artigos sobre a  responsabilidade  social da indústria tabagista. Se você entrar no  Google e digitar  responsabilidade social da indústria tabagista, a  Souza Cruz e a Philipp  Morris não aparecem. É uma forma que a gente tem  de mostrar uma outra  posição que não é, necessariamente, aquela  hegemônica que ela conseguiu  controlando monopólios da comunicação.  Isso é um dado importante. Nesse  espaço [na internet] as empresas estão  em desvantagem e isso é bom  porque antigamente eu teria que contar com  o apoio do Estadão ou da  Folha. Mas eu vejo um problema: quem  patrocina os cursos de formação de  jornalistas do Estadão e da Folha  hoje são Odebrecht, Philip Morris,  Syngenta e Oi. Há uma hipocrisia, um  cinismo dos grandes conglomerados  de comunicação, porque, embora eles  digam uma coisa no editorial, eles  fazem outro jogo no departamento  comercial. Os cursos para formação de  jornalista do Estadão e da Folha  são exemplos disso. Os parceiros são os  menos éticos possíveis.</p>
<p><strong>Idec: O consumo consciente depende não apenas de informação   qualificada, mas de informação articulada. Onde o consumidor deve   buscá-las?<br />
WCB:</strong> No caso do Brasil, na autorregulação, mas não acho  razoável  imaginar que o setor de alimentos, por exemplo, vá regular a  propaganda  de alimentos. Tenho restrições ao próprio Conar [Conselho  Nacional de  Autorregulamentação Publicitária], pois acho que ele só toma  medidas  eficazes quando há pressão social. O ideal seria fortalecer as   entidades independentes, que são poucas no Brasil. Sou adepto ideológico   do Idec, porque sua independência em relação às empresas permite que   ele possa avaliar e denunciar. O Conar pode tomar uma decisão, mas pode   demorar o suficiente para a propaganda sair do ar. Isso não aconteceu   com a Schincariol [no caso da propaganda da cerveja Devassa Bem Loura],   mas certamente ocorre com a Ambev, com a qual o Conar é mais tolerante.   Não acredito na autorregulação, creio que a sociedade tem de estar   vigilante a partir de entidades independentes que possam monitorar as   propagandas o tempo todo. A autorregulação é hipocrisia. Já que o   governo é fraco, acho que essas entidades independentes é que podem   alertar a população e conscientizá-la, além de encaminhar propostas de   luta.</p>
<p><strong>Idec: Como você vê o fato de alguns temas sensíveis e ainda   bastante desconhecidos, como transgênicos e nanotecnologia, serem   abordados na imprensa como algo positivo?<br />
WCB:</strong> Fico profundamente irritado com o fato de, no Brasil, os   estudos sobre as vantagens dos transgênicos serem feitos sempre pela   mesma empresa &#8211; a Céleres. Se você entrar no site, entre seus clientes   estão todas as empresas de biotecnologia (Du Pont, Monsanto,   Syngenta&#8230;). E a imprensa continua divulgando os estudos da Céleres   como se fossem isentos. Esses estudos são completamente viciados, no   mínimo suspeitos. E a imprensa é pouco investigativa, come nas mãos   deles. Esses temas controvertidos acabam tendo uma única fonte, que são   os executivos das empresas, não há debate com a sociedade, não há a   presença de fontes contrárias. A imprensa brasileira está sendo pautada   pelas empresas, e aí, evidentemente, compramos gato por lebre,  sobretudo  em alguns setores, como biotecnologia, nanotecnologia,  agroquímico e  saúde, o que é uma vergonha, um escândalo. Há total falta  de espírito  crítico por parte da imprensa brasileira, com raríssimas  exceções.  Tivemos recentemente uma decisão que condenou a Shell e a  Basf a pagar  as despesas médicas de funcionários (e de seus filhos) de  uma unidade de  agrotóxicos em Paulínia [cidade do interior de São  Paulo]. Nenhum  jornal deu a notícia [pelo menos até a realização desta  entrevista, no  início de abril]. Eu ouvi na CBN. E sabe por que eles  não deram? Por  falta de interesse. Não é nem problema de anúncio,  porque essas empresas  nem sempre são grandes anunciantes da mídia  impressa. É falta de  vergonha na cara e de capacidade de investigação.  Os jornalistas ficam à  mercê das notícias que chegam às redações e não  vão buscá-las na rua.  Isso é péssimo para nós porque o interesse  público está sendo deixado em  segundo plano.</p>
<p><strong>Idec: É preguiça ou má formação dos jornalistas?<br />
WCB:</strong> Eu acho que é preguiça, pois ficam com a bunda na cadeira.   Ficam a reboque dos espetáculos e das tragédias, como a do Rio de   Janeiro [os desmoronamentos que ocorreram em função das fortes chuvas no   mês de abril]. Esses fatos precisam ser cobertos, claro, mas tem coisa   acontecendo do nosso lado que estamos deixando de comentar. Até algo   positivo, como essas empresas que foram condenadas pela Justiça [Shell e   Basf].</p>
<p>As empresas de transgênicos, por exemplo, usam o argumento que a   resistência a elas vem das empresas de agrotòxicos, mas a mesma  empresa   que produz transgênicos, produz agrotóxicos.  Portanto, esse argumento  é  idiota, mas a imprensa o publica sem questionar, sem perguntar qual é  a  empresa de agrotóxico que provoca resistência. Falta senso crítico.  Por  isso acho que o nosso papel como cidadão é denunciar, é botar a  boca no  trombone, é incentivar o uso das redes sociais para esse  trabalho de  enfrentamento e valorizar as entidades independentes. Não  dá para  depender das empresas e do sistema de autorregulação.</p>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="97%" align="center">
<tbody>
<tr>
<td colspan="2" width="463" height="20"></td>
<td width="10" height="20"><img class="alignleft" src="http://www.idec.org.br/imagens/revista/143-entrevista-02.jpg" alt="" hspace="6" vspace="3" align="left" /></td>
</tr>
<tr>
<td width="20" height="10"></td>
<td colspan="2" width="463" height="10"></td>
<td width="10" height="10"></td>
</tr>
<tr>
<td width="20" height="20"></td>
<td colspan="2" width="463" height="20"></td>
<td width="10" height="20"></td>
</tr>
<tr>
<td width="20" height="20"></td>
<td colspan="2" width="463" height="20"><strong><br />
</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align:justify;">Fonte: Revista do IDEC</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://www.idec.org.br/rev_idec_texto_impressa.asp?pagina=1&amp;ordem=1&amp;id=1194" target="_blank">http://www.idec.org.br/rev_idec_texto_impressa.asp?pagina=1&amp;ordem=1&amp;id=1194</a></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/julcirocha.wordpress.com/498/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/julcirocha.wordpress.com/498/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/julcirocha.wordpress.com/498/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/julcirocha.wordpress.com/498/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/julcirocha.wordpress.com/498/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/julcirocha.wordpress.com/498/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/julcirocha.wordpress.com/498/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/julcirocha.wordpress.com/498/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/julcirocha.wordpress.com/498/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/julcirocha.wordpress.com/498/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/julcirocha.wordpress.com/498/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/julcirocha.wordpress.com/498/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/julcirocha.wordpress.com/498/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/julcirocha.wordpress.com/498/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=julcirocha.wordpress.com&amp;blog=1154580&amp;post=498&amp;subd=julcirocha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>Campanha de ajuda a cadela Vida &#8211; APASFA</title>
		<link>http://julcirocha.wordpress.com/2010/05/18/campanha-de-ajuda-a-cadela-vida-apasfa/</link>
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		<pubDate>Tue, 18 May 2010 12:22:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julci</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>

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		<description><![CDATA[Iniciei uma campanha entre amigos em ferramentas da Internet para ajudar a cadelinha resgatada pela ONG APASFA (Associação Protetora dos Animais São Francisco de Assis). Essa é a cadela chamada Vida. Ela foi resgatada este mês pela ONG &#8220;Proteção Animal&#8221;. Ela estava sem comer e beber há +- 4 dias ininterruptos. O estado dela é [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=julcirocha.wordpress.com&amp;blog=1154580&amp;post=489&amp;subd=julcirocha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Iniciei uma campanha entre amigos em ferramentas da Internet para ajudar a cadelinha resgatada pela ONG APASFA (Associação Protetora dos Animais São Francisco de Assis).</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-489"></span></p>
<p style="text-align:justify;">Essa é a cadela chamada Vida. Ela foi resgatada este mês pela ONG   &#8220;Proteção Animal&#8221;. Ela estava sem comer e beber há +- 4 dias   ininterruptos. O estado dela é deplorável. Um animal nestas condições   tem q. fazer uma dieta especial. Cada lata do alimento c/ 385g custa em   média R$10,00. Por isso, a ONG está fazendo uma campanha de doação  deste  alimento para a cadelinha.Para ajudar,  é só comprar o  alimento. Para saber onde entregar, entre  em contato comigo  (julcirocha@yahoo.com.br) ou com os responsáveis na  ONG:<br />
(11)6499-0639 TASSIO<br />
E-MAIL:TASSIO_RODRIGUES4@HOTMAIL.COM<br />
(11)  9162-1855 GIULIANA<br />
E-MAIL:giu.stefanini@hotmail.com</p>
<p style="text-align:justify;">Para mais  fotos do resgate, acesse: <a rel="nofollow" href="http://bit.ly/cfO5pY" target="_blank">http://bit.ly/cfO5pY</a> ou<a href="http://www.anda.jor.br/?p=60846" target="_blank"> http://www.anda.jor.br/?p=60846</a></p>
<p style="text-align:justify;">Se vc fizer uma doação,  comente aqui p/ que possamos ter uma noção do  quanto conseguimos  arrecadar. Em breve, trarei + notícias da cadelinha  Vida&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://julcirocha.files.wordpress.com/2010/05/vida1.jpg"><!--more--><br />
</a><strong>Colegas da empresa Yahoo! Brasil e Pamcary contribuíram com a causa e, juntos, arrecadamos R$ 250,00, o equivalente a 25 latinhas. Ontem (17/05) estive na APASFA entregando as doações, que foi registrada nestas fotos.<br />
</strong></p>

<a href='http://julcirocha.wordpress.com/2010/05/18/campanha-de-ajuda-a-cadela-vida-apasfa/vida1/' title='vida1'><img data-attachment-id='490' data-orig-size='304,397' data-liked='0'width="114" height="150" src="http://julcirocha.files.wordpress.com/2010/05/vida1.jpg?w=114&#038;h=150" class="attachment-thumbnail" alt="vida1" title="vida1" /></a>
<a href='http://julcirocha.wordpress.com/2010/05/18/campanha-de-ajuda-a-cadela-vida-apasfa/img_0008/' title='IMG_0008'><img data-attachment-id='491' data-orig-size='640,480' data-liked='0'width="150" height="112" src="http://julcirocha.files.wordpress.com/2010/05/img_0008.jpg?w=150&#038;h=112" class="attachment-thumbnail" alt="IMG_0008" title="IMG_0008" /></a>
<a href='http://julcirocha.wordpress.com/2010/05/18/campanha-de-ajuda-a-cadela-vida-apasfa/img_0010/' title='IMG_0010'><img data-attachment-id='492' data-orig-size='640,480' data-liked='0'width="150" height="112" src="http://julcirocha.files.wordpress.com/2010/05/img_0010.jpg?w=150&#038;h=112" class="attachment-thumbnail" alt="IMG_0010" title="IMG_0010" /></a>
<a href='http://julcirocha.wordpress.com/2010/05/18/campanha-de-ajuda-a-cadela-vida-apasfa/img_0011/' title='IMG_0011'><img data-attachment-id='493' data-orig-size='640,480' data-liked='0'width="150" height="112" src="http://julcirocha.files.wordpress.com/2010/05/img_0011.jpg?w=150&#038;h=112" class="attachment-thumbnail" alt="IMG_0011" title="IMG_0011" /></a>

<p style="text-align:justify;"><strong>A cadela pitbull esta se recuperando muito bem. Segundo os exames feitos na clínica veterinária da APASFA, ela não apresenta nenhuma outra doença. Seu único problema é mesmo a falta de peso, devido ao tempo que ficou sem comer. Muito em breve ela poderá ir para seu novo lar. </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Essa é a melhor notícia. Uma grande amiga (Naira) se ofereceu para adotá-la, assim que estiver 100% recuperada. Ela vai morar em Taubaté, numa linda casa, com bastante espaço para brincar.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>A verdade é que nós ajudamos a APASFA a salvar a vida deste cãozinho. Agradeço muito a todos, especialmente à Juliana e Diego, que fizeram a campanha no corpo-a corpo juntos aos colegas das empresas.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Assim que tiver mais notícias da Vida, postarei aqui.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>&#8220;Seja a revolução que você quer ver no mundo&#8221;- Gandhi<br />
</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/julcirocha.wordpress.com/489/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/julcirocha.wordpress.com/489/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/julcirocha.wordpress.com/489/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/julcirocha.wordpress.com/489/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/julcirocha.wordpress.com/489/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/julcirocha.wordpress.com/489/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/julcirocha.wordpress.com/489/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/julcirocha.wordpress.com/489/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/julcirocha.wordpress.com/489/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/julcirocha.wordpress.com/489/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/julcirocha.wordpress.com/489/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/julcirocha.wordpress.com/489/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/julcirocha.wordpress.com/489/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/julcirocha.wordpress.com/489/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=julcirocha.wordpress.com&amp;blog=1154580&amp;post=489&amp;subd=julcirocha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>Teatro ensina a usar o dinheiro</title>
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		<pubDate>Mon, 10 May 2010 00:31:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julci</dc:creator>
				<category><![CDATA[Consumo]]></category>

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		<description><![CDATA[por Marcelo Onaga – Portal EXAME Uma parceria entre a empresa de pagamento eletrônico Visa e o Banco do Brasil levará ao palco uma peça chamada “Teatro Finanças Práticas”. O espetáculo estreia na próxima segunda-feira, às 15h, no Centro Cultural do Banco do Brasil, em São Paulo. A plateia será composta exclusivamente por estudantes de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=julcirocha.wordpress.com&amp;blog=1154580&amp;post=484&amp;subd=julcirocha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por <strong>Marcelo Onaga – Portal EXAME</strong></p>
<p>Uma parceria entre a  empresa de pagamento eletrônico Visa e o Banco do Brasil levará ao  palco uma peça chamada “Teatro Finanças Práticas”. O espetáculo estreia  na próxima segunda-feira, às 15h, no Centro Cultural do Banco do Brasil,  em São Paulo. A plateia será composta exclusivamente por estudantes de  10 a 17 anos das escolas públicas convidadas para assistir ao projeto,  que estará em cartaz durante dez segundas-feiras. A ideia do roteiro é  mostrar por meio de três atos como é possível o adolescente economizar a  própria mesada, ajudar a diminuir as despesas do lar e fazer um  planejamento financeiro para a vida adulta. Para tornar esses temas mais  palatáveis e interessantes, serão contadas histórias do cotidiano de  meninas e meninos que aprenderam o significado das finanças pessoais na  prática.  A iniciativa, que deverá contemplar outras cidades  brasileiras, faz parte do programa de educação financeira da Visa, que,  no ano passado, em parceria com o Banco do Brasil, lançou um <a rel="nofollow" href="http://www.bancodobrasil.batebolafinanceiro.com.br/" target="_blank"><strong>game</strong></a> que ensinava conceitos sobre  investimentos por meio de uma partida de futebol. (T.B.)</p>
<p>quarta-feira, 5 de maio de 2010 &#8211; <strong>13:35</strong></p>
<p><strong><a rel="nofollow" href="http://portalexame.abril.com.br/blogs/primeiro-lugar/2010/05/05/teatro-ensina-a-usar-o-dinheiro/" target="_blank">http://portalexame.abril.com.br/blogs/primeiro-lugar/2010/05/05/teatro-ensina-a-usar-o-dinheiro/</a></strong></p>
<p>________</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#800000;">Essa notícia me levou a relembrar uma experiência recente que tive com este assunto. Pude participar de uma  palestra sobre educação financeira ministrada por um grande banco e o  que vi por ali me surpreendeu. Comecei a refletir sobre aquela  iniciativa. Afinal, por que razão a educação financeira se tornou uma preocupação de algumas empresas, especialmente bancos? </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#800000;">Penso que a falta  de crédito é um problema para o mercado. As empresas não querem quem não  pode pagar pelos seus serviços. Além de ser um problema social, a  dificuldade de administração do dinheiro  representa um problema também  para as empresas. Mesmo o financiamento e o crédito não são vendidos a quem não tem condições de pagar por eles. Portanto, saber lidar com o dinheiro é bom para as empresas.</span></p>
<p><span style="color:#800000;">Além disso, quem tem dinheiro e sabe poupar, usa-o para ganhar mais  dinheiro. O mercado financeiro de ações é um bom exemplo de como fazer  seu dinheiro render e também enriquecer os bancos. Também temos outros  produtos como seguros, previdência etc. Eles também ensinam esses  “macetes” às crianças e jovens.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#800000;"><span style="color:#800000;">É por essas e outras que desconfio fortemente de iniciativas como essas. Ficamos com a sensação de que está havendo uma humanização do mercado, mas na prática, o que existe são meros ajustes para que não haja perdas futuras. Mera gestão de negócios, fidelização de clientes, e toda a conversa fiada que já conhecemos.</span><br />
</span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/julcirocha.wordpress.com/484/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/julcirocha.wordpress.com/484/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/julcirocha.wordpress.com/484/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/julcirocha.wordpress.com/484/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/julcirocha.wordpress.com/484/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/julcirocha.wordpress.com/484/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/julcirocha.wordpress.com/484/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/julcirocha.wordpress.com/484/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/julcirocha.wordpress.com/484/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/julcirocha.wordpress.com/484/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/julcirocha.wordpress.com/484/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/julcirocha.wordpress.com/484/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/julcirocha.wordpress.com/484/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/julcirocha.wordpress.com/484/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=julcirocha.wordpress.com&amp;blog=1154580&amp;post=484&amp;subd=julcirocha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Agência chama criança de Pateta para vender viagem</title>
		<link>http://julcirocha.wordpress.com/2010/05/09/agencia-chama-crianca-de-pateta-para-vender-viagem/</link>
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		<pubDate>Mon, 10 May 2010 00:24:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julci</dc:creator>
				<category><![CDATA[Consumo]]></category>

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		<description><![CDATA[20/04/2010 Renata, 11, combinava com uma amiga viajar em julho para a Disney. Questionada pela mãe, que não sabia de excursão nenhuma, a menina pegou uma pasta com preços do pacote tu­rístico e uma foto em que, ao la­do da colega e de um boneco do personagem Mickey Mouse, segurava a placa com os dize­res: [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=julcirocha.wordpress.com&amp;blog=1154580&amp;post=482&amp;subd=julcirocha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>20/04/2010</p>
<p>Renata, 11, combinava com uma amiga viajar em julho para a Disney.  Questionada pela mãe, que não sabia de excursão nenhuma, a menina pegou  uma pasta com preços do pacote tu­rístico e uma foto em que, ao la­do da  colega e de um boneco do personagem Mickey Mouse, segurava a placa com  os dize­res: &#8220;Se eu não for para a Disney vou ser um Pateta&#8221;.</p>
<p>A pasta foi entregue na escola onde a menina estuda, o Liceu Di Thiene,  em São Caetano(Grande São Paulo), no começo do mês passado. Era uma  pro­moção da agência de viagens &#8220;Trip&amp;Fun&#8221;, que organiza via­gens de  crianças e adolescentes também para Cancún, Barilo­che e Costa do  Sauipe.</p>
<p>Com a publicidade que já le­vou o personagem da Disney para dentro de  mais de dez es­colas, e tira fotos com as crian­ças segurando plaquinhas  co­mo a do Pateta, a agência levaráem julho cerca de mil criançaspara o  parque em Orlando. Os pacotes custam a partir de R$5.216, para 13 dias  em quarto quádruplo (o mais barato).</p>
<p>&#8220;Quer dizer que você é uma pateta porque você não vai?&#8221;,perguntou à  filha Renata a pe­dagoga Roberta, 40.</p>
<p>A menina diz que ficou triste. &#8220;Queria muito ir. Quase todomundo da sala  vai&#8221;, conta. Para a mãe, que fala em processar a agência, o sentimento  predo­minante foi a vergonha em re­lação aos colegas. &#8220;Ela ficou  cla­ramente constrangida.&#8221;</p>
<p>A agência e a escola afirmam que não pretendiam constran­ger ninguém e  que a placa do Pateta era apenas uma brinca­deira.</p>
<p>O promotor da área do con­sumidor João Lopes Guima­rães Júnior diz que o  caso ilus­tra bem os abusos na publicida­de infantil. &#8220;De uma turma de  cem crianças, 80 vão viajar. As que não vão, porque os pais não<br />
querem ou não têm dinheiro,serão chamadas de Pateta. Já temos problemas  sério de bull­ying nas escolas. Essa empresa está criando uma situação  pro­pícia para isso. Como se pode falar em preservação da ima­gem da  criança com esse tipo de publicidade?&#8221;, diz.</p>
<p><strong>Publicidade infantil</strong></p>
<p>Para o promotor, a ação da agência de turismo fere os arti­gos 15 e 17  do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), que prezam pelo &#8220;respeito  à digni­dade e a inviolabilidade da inte­gridade física, psíquica e  moral da criança e do adolescente&#8221;.</p>
<p>O Instituto Alana, ONG que trabalha para regulamentar a publicidade  infantil, critica as ações em escolas. &#8220;Muitas ve­zes, acontece e o pai  nem sabe. É absurdo isso ser feito dentro das escolas&#8221;, diz Laís  Fontene­ lle Pereira, coordenadora de educação da ONG.</p>
<p>O Conar (conselho de autor­ regulamentação publicitária) já baniu  propagandas por consi­derá-las desrespeitosas, como uma do ovo de Páscoa  Traki­nas, de abril de 2008, que dizia: &#8220;Quem não dá ovo é um mané&#8221;.<br />
<strong><br />
Folha de S. Paulo</strong>, <em>Cotidiano, 20/4/2010<br />
Link: <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/videocasts/ult10038u723037.shtml">http://www1.folha.uol.com.br/folha/videocasts/ult10038u723037.shtml</a></em></p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Outro lado</span><br />
<strong><br />
Para agência e escola, placa é só brincadeira </strong></p>
<p>A agência Trip&amp;Fun afirmou que a placa que as crianças do Liceu Di  Thiene e mais de outras dez escolas seguravam na foto e que faziam  referência ao Pateta era apenas uma brincadeira. A empresa disse também  que recebeu uma reclamação de uma mãe de aluno do colégio e  imediatamente excluiu a placa com esses dizeres da promoção nas escolas.</p>
<p>Henrico Esichiel, diretor de marketing da agência, afirmou ontem que a  campanha nas escolas oferece aos estudantes &#8220;outras opções de placas&#8221;.  Entre elas, as que dizem: &#8220;Mãe, quero conhecer o Mickey de verdade&#8221; e  &#8220;Meu presente de Natal já escolhi, ir para a Disney com a Trip&amp;Fun&#8221;.</p>
<p>&#8220;Os alunos escolhem a que eles querem segurar. [A do Pateta] é a mais  popular, a que eles acham mais legal&#8221;, diz.</p>
<p>A empresa diz que a promoção já aconteceu em pelo menos dez escolas e,  na metade delas, a placa foi usada.</p>
<p>A aluna Renata confirma que escolheu a placa. &#8220;Era a mais legal. O  Pateta é o de que eu mais gosto, é o mais engraçado.&#8221;</p>
<p><strong>Escola</strong></p>
<p>O Liceu Di Thiene diz que uma coordenadora da escola acompanhava as  crianças na hora das fotos, mas que ela não viu nada de errado na frase.</p>
<p>&#8220;Ela não viu a mensagem da forma [pejorativa] que está sendo colocada&#8221;,  diz um dos diretores da instituição, Eleandro Monteiro.</p>
<p>&#8220;Eu não entendo que o Pateta é um pateta. Pateta é o nome de um  personagem. Vocês estão criando um negócio que é absurdo&#8221;, complementa.</p>
<p>Ele disse, no entanto, que, ao receber uma reclamação de uma mãe, entrou  em contato com a agência e pediu para que a placa deixasse de ser  usada.</p>
<p>&#8220;[A placa] não tinha a intenção de constranger ninguém.</p>
<p>Só uma mãe me questionou, nenhuma criança levou isso tão a sério&#8221;, diz o  diretor. A mãe de Renata disse que não foi ela quem levou o caso do  Pateta à direção do colégio.</p>
<p>O colégio cobra mensalidades em média de R$ 500 no ensino fundamental e  tem cerca de 400 alunos.<br />
&#8220;Nenhuma criança chamou a outra [de Pateta]. O perigo de tudo isso é  essa mãe [que fez a denúncia à Folha] expor a criança dessa forma.&#8221;</p>
<p>Colaboraram FERNANDO ITOKAZU, da Reportagem Local, GUILHERME GENESTRETI e  LUIZ GUSTAVO CRISTINO<br />
<strong><br />
Folha de S. Paulo</strong>, <em>Cotidiano, 20/4/2010<br />
Link: <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2004201003.htm">http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2004201003.htm</a></em></p>
<p><span style="text-decoration:underline;">ANÁLISE</span></p>
<p><strong>Para que se educa? </strong></p>
<p>Por Michelle Prazeres*</p>
<p>No ato de uma empresa de turismo usar escolas como mídias para divulgar  viagens à Disney está em jogo, acima de tudo, uma concepção de educação.  Para que educamos? Para o desenvolvimento? Para o crescimento? Para  sermos bem-sucedidos no mercado de trabalho? Para a vaidade e o  hedonismo? Para a cidadania e a dignidade? Ou a ênfase está na formação  de consumidores?</p>
<p>Interessa aqui discutir a educação como processo amplo de formação dos  indivíduos, socializados por influência de múltiplas matrizes culturais,  que transmitem valores, visões de mundo, saberes e percepções.</p>
<p>Na modernidade, as mídias e a publicidade despontam como matrizes que  -com a família, a escola, os grupos de pares, os colegas de trabalho e  outras instituições- são responsáveis pela formação das pessoas.</p>
<p>Nessa iniciativa, a escola se alinha ao discurso do consumismo que vemos  hoje em dia, em especial na mídia dirigida a crianças. Quando a escola  se entrega a esse projeto, fica comprometido o seu papel enquanto reduto  de reflexão e o sentido da educação como processo de preparação para a  vida.</p>
<p>A escola é o lugar do saber legítimo, que se crê oficialmente importante  para ser passado. O problema é que, historicamente, esse saber é  produto de disputas de poder nem sempre democráticas. E se, nos tempos  modernos, um dos vetores de poder é a publicidade (o mercado), seria  &#8220;natural&#8221; que ela estivesse na escola.</p>
<p>Mas, se o &#8220;clima pró-consumo&#8221; já existe em tantas outras instâncias, a  escola deve reforçá-lo? Ceder ao apelo publicitário é empobrecer o  sentido humano da educação. E esse sentido enxerga nas crianças outras  possibilidades além de consumidores: leitores, produtores de  conhecimento, investigadores, críticos, lúdicos etc.</p>
<p>Hoje, todo espaço público, todo corpo pode virar um meio de divulgar uma  marca. Na escola, a criança percebe aquele discurso como positivo e,  mais grave, que tem o respaldo de pessoas em quem ela e os pais confiam.  E tudo de maneira dócil. Por isso não nos causa incômodo. Mas deveria  incomodar.</p>
<p><strong>*Michelle Prazeres</strong>, jornalista, desenvolve pesquisa  sobre a entrada das mídias nas escolas em doutorado na Faculdade de  Educação da USP.</p>
<p><strong>Folha de S. Paulo</strong>, <em>Cotidiano, 20/4/2010<br />
Link: <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2004201004.htm">http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2004201004.htm</a></em></p>
<p><span style="text-decoration:underline;">entrevista</span></p>
<p><strong>&#8220;Escola é diferente de shopping&#8221;</strong></p>
<p>Para João Matta, professor de publicidade infantil da ESPM, há excesso  de moralismo nos que criticam a publicidade para crianças e pedem seu  banimento. Ele afirma, porém, que a escola é &#8220;um espaço que precisa ser  preservado&#8221;. &#8220;É diferente de um shopping.&#8221; (TB)</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Por que fazer publicidade para criança?<br />
JOÃO MATTA -</strong> Quando você tem uma publicidade feita para a  criança, também indiretamente atinge o pai. O que se busca na  publicidade infantil é o envolvimento da criança no mercado consumidor  porque ela é uma consumidora. Há produtos em cuja compra a criança  influencia muito mais, como no caso dos brinquedos.<br />
<strong><br />
FOLHA &#8211; Como vê as críticas à publicidade infantil?<br />
MATTA -</strong> O que me preocupa é um excesso de moralismo em relação  ao público infantil, desprezando um pouco a capacidade dele. É  lamentável [defender que não haja propaganda para crianças]. A criança  não tem só o estímulo do produto infantil. Ela assiste à novela das  oito, ela tem acesso ao noticiário, viu a simulação da morte da Isabella  [Nardoni] na TV mais de 50 vezes, que é absurdamente mais agressivo que  uma propaganda que fale para ela comer uma maçã, que a propaganda de  uma boneca.<br />
Mas na escola tenho uma visão mais pragmática. É um espaço que precisa  ser preservado. É diferente de um shopping.</p>
<p><strong>Folha de S. Paulo</strong>, <em>Cotidiano, 20/4/2010<br />
Link: <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2004201005.htm">http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2004201005.htm</a></em></p>
<p>Fonte: <a href="http://www.alana.org.br/CriancaConsumo/NoticiaIntegra.aspx?id=6966&amp;origem=23" target="_blank">Instituto Alana &#8211; notícias </a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/julcirocha.wordpress.com/482/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/julcirocha.wordpress.com/482/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/julcirocha.wordpress.com/482/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/julcirocha.wordpress.com/482/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/julcirocha.wordpress.com/482/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/julcirocha.wordpress.com/482/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/julcirocha.wordpress.com/482/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/julcirocha.wordpress.com/482/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/julcirocha.wordpress.com/482/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/julcirocha.wordpress.com/482/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/julcirocha.wordpress.com/482/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/julcirocha.wordpress.com/482/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/julcirocha.wordpress.com/482/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/julcirocha.wordpress.com/482/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=julcirocha.wordpress.com&amp;blog=1154580&amp;post=482&amp;subd=julcirocha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Leonardo Boff- A Terra sujeito de dignidade e de direitos</title>
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		<pubDate>Sat, 01 May 2010 01:36:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julci</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[Consumo]]></category>

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		<description><![CDATA[Neste texto, publicado no Instituto Akatu, o teólogo e professor Emérito da UERJ  toca nos aspectos principais de suas reflexões, publicadas em seus livros. O autor parte da idéia central de que a Terra em si é um organismo vivo e, por isso, precisa ser cuidada como todo ser vivente.Ele se apóia especialmente na ciência [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=julcirocha.wordpress.com&amp;blog=1154580&amp;post=480&amp;subd=julcirocha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Neste texto, publicado no Instituto Akatu, o teólogo e professor Emérito da UERJ  toca nos aspectos principais de suas reflexões, publicadas em seus livros. O autor parte da idéia central de que a Terra em si é um organismo vivo e, por isso, precisa ser cuidada como todo ser vivente.Ele se apóia especialmente na ciência cosmológica e na física quântica.</p>
<p>Assim, é preciso compreendê-la como um organismo autônomo, passível de direitos, que seriam &#8220;[...] de poder  continuar inteira, limpa e com capacidade de reprodução e de  regeneração.&#8221;</p>
<p>Partindo deste pressuposto, &#8220;está em discussão um projeto na ONU de um Tribunal da Terra que pune  quem viola sua dignidade, desfloresta e contamina seus oceanos e destrói  seus ecossistemas , vitais para a manutenção dos climas e da vida&#8221;.</p>
<p>É uma visão interessantíssima. O texto é sucinto, quem quiser conhecer mais sobre esta teoria, sugiro a leitura dos livros do autor, bem como do DVD &#8220;A Quatro Ecologias&#8221;. Infelizmente ainda não está disponível no youtube, mas pode ser comprado <a href="http://www.cddh.org.br/4ecologias.htm" target="_blank">neste link</a>.</p>
<p>Para ler o texto, clique <a href="http://www.akatu.org.br/central/opiniao/2010/a-terra-sujeito-de-dignidade-e-de-direitos" target="_blank">aqui</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/julcirocha.wordpress.com/480/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/julcirocha.wordpress.com/480/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/julcirocha.wordpress.com/480/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/julcirocha.wordpress.com/480/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/julcirocha.wordpress.com/480/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/julcirocha.wordpress.com/480/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/julcirocha.wordpress.com/480/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/julcirocha.wordpress.com/480/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/julcirocha.wordpress.com/480/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/julcirocha.wordpress.com/480/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/julcirocha.wordpress.com/480/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/julcirocha.wordpress.com/480/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/julcirocha.wordpress.com/480/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/julcirocha.wordpress.com/480/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=julcirocha.wordpress.com&amp;blog=1154580&amp;post=480&amp;subd=julcirocha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Recife retira livro sobre educação sexual de escolas</title>
		<link>http://julcirocha.wordpress.com/2010/04/30/recife-retira-livro-sobre-educacao-sexual-de-escolas/</link>
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		<pubDate>Sat, 01 May 2010 00:55:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julci</dc:creator>
				<category><![CDATA[Currículo]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8216;Mamãe, como eu nasci?&#8217; Letícia Lins RECIFE. Escrito por um autor premiado pela Academia Brasileira de Letras e considerado referência nacional no tema da educação sexual infanto-juvenil, o livro &#8220;Mamãe, como eu nasci?&#8221;, de Marcos Ribeiro, foi recolhido ontem das escolas da rede municipal de Recife. A ordem partiu da Secretaria de Educação, depois que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=julcirocha.wordpress.com&amp;blog=1154580&amp;post=477&amp;subd=julcirocha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8216;Mamãe, como eu nasci?&#8217;</p>
<p>Letícia Lins</p>
<p>RECIFE. Escrito por um autor premiado pela Academia Brasileira de Letras  e considerado referência nacional no tema da educação sexual  infanto-juvenil, o livro &#8220;Mamãe, como eu nasci?&#8221;, de Marcos Ribeiro, foi  recolhido ontem das escolas da rede municipal de Recife. A ordem partiu  da Secretaria de Educação, depois que o livro despertou polêmica entre  professores, alunos e até na Câmara Municipal, onde chegou a ser chamado  de &#8220;cartilha pornô&#8221;.</p>
<p>O livro aborda o sexo sem disfarce e é farto em ilustrações, inclusive  com cenas de masturbação. Um menino manuseia o órgão genital ao tomar  banho numa banheira, e uma menina faz o mesmo assistindo à televisão.<br />
Sexo será um tema sempre polêmico, até o Brasil se tornar um país  desenvolvido. É um assunto tão controvertido quanto aborto,  homossexualismo e drogas</p>
<p>A publicação tem 18 anos, é aprovada pelos Ministérios da Saúde e da  Educação, e adotada por estados e municípios de todo o país. Só este ano  começou a ser distribuída em Recife. Foi entregue a 25 mil alunos com  idades entre 7 e 10 anos.</p>
<p>As reações começaram na última quinta-feira, logo após a entrega do  livro aos alunos. Na Escola Municipal Santo Amaro, a vendedora Aline  Maciel, de 20 anos, disse que chegou a esconder o livro da irmã de 9  anos, temendo a reação do pai, que &#8220;é muito tradicional&#8221;. Na  sexta-feira, o secretário de Educação, Cláudio Duarte, disse que o livro  seria mantido. Mas, anteontem, a reação chegou à Câmara. O vereador  André Ferreira (PMDB) disse que a obra contém &#8220;explicações  estarrecedoras&#8221; sobre o sexo e, com outros três vereadores, pediu o veto  à publicação.</p>
<p>O secretário mandou recolher os volumes, mas disse que a medida não é  definitiva:</p>
<p>- Sexo será um tema sempre polêmico, até o Brasil se tornar um país  desenvolvido. É um assunto tão controvertido quanto aborto,  homossexualismo e drogas. Estamos orientando o recolhimento do livro  para construir uma abordagem metodológica. Faremos um debate sobre o  tema, ouvindo pais, diretores e professores. Não estamos nos rendendo à  crítica política, apenas abrindo o debate técnico.<br />
<a href="http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2010/04/28/recife-retira-livro-sobre-educacao-sexual-de-escolas-916448457.asp" target="_blank"><br />
O Globo, 28 abr. 2010.</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/julcirocha.wordpress.com/477/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/julcirocha.wordpress.com/477/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/julcirocha.wordpress.com/477/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/julcirocha.wordpress.com/477/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/julcirocha.wordpress.com/477/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/julcirocha.wordpress.com/477/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/julcirocha.wordpress.com/477/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/julcirocha.wordpress.com/477/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/julcirocha.wordpress.com/477/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/julcirocha.wordpress.com/477/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/julcirocha.wordpress.com/477/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/julcirocha.wordpress.com/477/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/julcirocha.wordpress.com/477/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/julcirocha.wordpress.com/477/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=julcirocha.wordpress.com&amp;blog=1154580&amp;post=477&amp;subd=julcirocha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Escolas públicas discutem consumo consciente</title>
		<link>http://julcirocha.wordpress.com/2010/04/14/escolas-publicas-discutem-consumo-consciente/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Apr 2010 21:25:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julci</dc:creator>
				<category><![CDATA[Consumo]]></category>

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		<description><![CDATA[Notícias 12/4/2010 Akatu capacita mais de 200 professores e leva temas de consumo consciente e sustentabilidade a mais de 2 mil alunos de escolas públicas estaduais de cinco Estados Por Rogério Ferro, do Instituto Akatu Desde o mês passado, cerca de 2 mil alunos de 14 escolas públicas distribuídas por cinco Estados do Brasil – [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=julcirocha.wordpress.com&amp;blog=1154580&amp;post=468&amp;subd=julcirocha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="tit_pagInterna"><strong>Notícias</strong></div>
<p>12/4/2010</p>
<table id="Table2" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%">
<tbody>
<tr>
<td bgcolor="#eeeeee"><img src="http://www.portaldoconsumidor.gov.br/img/ax_img_trans.gif" alt="imagem transparente" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div>
<p><em>Akatu capacita mais de 200  professores e leva temas de consumo consciente e sustentabilidade a mais  de 2 mil alunos de escolas públicas estaduais de cinco Estados</em></p>
<div><a title=":|| (Rog??rio Juv??ncio Ferro)" rel="lightbox" href="http://www.akatu.org.br/central/noticias_akatu/2010/escolas-publicas-discutem-consumo-consciente/image_mini"><img title="Professoras" src="http://www.akatu.org.br/banco-de-imagens/copy2_of_copy_of_Professores.JPG/image_mini" alt="Professoras" width="200" height="132" /><span style="color:#2c7abc;"> </span></a></div>
<div>
<p><strong>Por Rogério Ferro, do Instituto Akatu</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Desde  o mês passado, cerca de 2 mil alunos de 14 escolas públicas  distribuídas por cinco Estados do Brasil – Rio Grande do Sul, Minas  Gerais, Mato Grosso, Rio Grande do Norte e Roraima – estão discutindo e  refletindo sobre conceitos de consumo consciente e sustentabilidade em  sala de aula. A ação constitui a segunda fase do projeto piloto Educação  para o Consumo Consciente e Sustentabilidade Ambiental que, em 2009,  capacitou 206 professores para a temática. O projeto é desenvolvido pelo  Akatu em parceria com secretarias estaduais de Educação e patrocinado  pela HP Brasil, parceira pioneira do Akatu.</p>
<p style="text-align:justify;">Na primeira etapa do  projeto, os professores participaram de uma formação sobre consumo  consciente e sustentabilidade com carga horária de 30 horas. Ao final  dessa etapa, cada professor que participou da formação elaborou um  projeto temático contendo atividades a serem trabalhadas com os alunos  durante o primeiro semestre de 2010.</p>
<p style="text-align:justify;">“Demos liberdade aos  professores para que, ao elaborarem seus projetos temáticos pudessem  levar em conta a realidade da escola e da comunidade do entorno,  buscando atividades que despertem nos alunos a preocupação com a  sustentabilidade da vida no Planeta por meio do consumo consciente”,  explica Camila Melo, coordenadora do projeto.</p>
<p style="text-align:justify;">Gestão de resíduos,  consumo consciente, água, economia solidária e consumo e desigualdade  social são os temas mais reincidentes entre os projetos elaborados pelos  professores e que estão sendo transmitidos aos alunos neste semestre.</p>
<p style="text-align:justify;">“A  participação dos alunos é animadora. Eles gostam do que é diferente,  por isso a recepção deles é excelente, demonstrando muito interesse”,  relata Vilma Rosane Arrial, professora da Escola Estadual Sylvio Torres,  no Rio Grande do Sul, que trabalha o tema Consumo Consciente e Economia  Solidária. A professora revela também que, apesar do apoio da diretora  da escola e dos alunos, desenvolver a questão ambiental vinha sendo  “desgastante” por falta do envolvimento e comprometimento da comunidade.  Entretanto “a partir da parceria com o Akatu, isso mudou. O posto de  saúde nos propôs um projeto conjunto, um grupo de ‘amigos da escola’  iniciou um trabalho conosco e cada vez mais professores se juntam ao  projeto. O sonho tem chances reais de se concretizar”, festeja.</p>
<p style="text-align:justify;">Para  Heloisa Mello, gerente de operações do Instituto Akatu, “o projeto  responde de forma direta a intenção do Akatu de atuar em escala e  velocidade maiores, para ampliar os impactos das ações do instituto”.<br />
“A  escola é um espaço fundamental para a formação do cidadão; com projetos  como este, portanto, o Akatu contribuirá de forma mais sólida e eficaz  para que professores e alunos se tornem potenciais agentes  transformadores da sociedade em busca da sustentabilidade”, diz Heloisa.</p>
<p style="text-align:justify;">“Colocamos  nossos esforços nas escolas garantindo que consumidores de hoje e  amanhã possam ter essa educação que lhes permita escolher melhores  práticas, hábitos e até produtos que vão utilizar hoje e no futuro”,  declara Kami Saidi, diretor de operações da HP Brasil, que financia o  projeto.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>O projeto<br />
</strong>A primeira fase do projeto  foi implantada em 2009 e foram testados três modelos de formação de  professores: presencial, semipresencial e à distância. “Esperávamos  formar uma média de 120 educadores e, para a nossa surpresa, alcançamos  206. E esse número nos revela o interesse dos professores pela temática,  tão urgente em nosso tempo, e nos motiva a continuar disseminando o  consumo consciente para esse público”, afirma Camila Melo.<br />
A  avaliação dos processos, conteúdos, materiais e resultados das formações  e do trabalho com alunos será feita no início do segundo semestre de  2010.  Ao final deste trabalho, o Akatu estima que, além dos mais de 2  mil alunos do ensino fundamental 2 que já vêm discutindo conceitos e  práticas de consumo consciente, terá atingido um público indireto  estimado em mais de 7.000 pessoas, entre familiares, comunidade escolar e  entorno. Outro resultado importante será a identificação de um modelo  de formação para o consumo consciente e a sustentabilidade ambiental que  será adotado para a continuidade do projeto pelas escolas públicas no  Brasil.</p>
<p style="text-align:justify;">Para dar apoio aos professores na realização de seu  Projeto Temático, foram enviados 120 livros para cada escola, contendo o  material paradidático “Trilha do Consumo Consciente: suas escolhas  transformam o mundo”, elaborado pelo Instituto Akatu e voltado aos  alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental. Estes livros poderão ficar  na biblioteca da escola à disposição dos alunos.</p>
<p style="text-align:justify;">Como complemento  ao livro, o Akatu desenvolveu uma plataforma de ensino à distância que,  na primeira etapa do projeto, serviu apenas aos professores  participantes do modelo à distância e do modelo semipresencial. A partir  de agora, a plataforma poderá ser utilizada por todos os professores  participantes do projeto, servindo como uma comunidade virtual de  aprendizagem em que, além de visualizar os módulos de formação, os  professores poderão ter acesso a conteúdos complementares,  disponibilizados na biblioteca virtual, tais como vídeos, textos e  links.</p>
<p style="text-align:justify;">Na plataforma, os professores também poderão conhecer todos  os projetos temáticos criados pelas escolas dos cinco Estados, além de  trocar informações e sugestões com todos os professores envolvidos e com  a equipe do Akatu. Dessa forma, todos serão beneficiados com as  diferentes oportunidades de disseminação do tema.</p>
</div>
</div>
<p style="text-align:justify;">Fonte:  Instituo Akatu</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/julcirocha.wordpress.com/468/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/julcirocha.wordpress.com/468/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/julcirocha.wordpress.com/468/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/julcirocha.wordpress.com/468/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/julcirocha.wordpress.com/468/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/julcirocha.wordpress.com/468/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/julcirocha.wordpress.com/468/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/julcirocha.wordpress.com/468/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/julcirocha.wordpress.com/468/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/julcirocha.wordpress.com/468/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/julcirocha.wordpress.com/468/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/julcirocha.wordpress.com/468/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/julcirocha.wordpress.com/468/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/julcirocha.wordpress.com/468/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=julcirocha.wordpress.com&amp;blog=1154580&amp;post=468&amp;subd=julcirocha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		</media:content>

		<media:content url="http://www.portaldoconsumidor.gov.br/img/ax_img_trans.gif" medium="image">
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			<media:title type="html">Professoras</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>O ranço ideológico na educação</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Apr 2010 11:34:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julci</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>

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		<description><![CDATA[07/04/2010 - O Estado de S.Paulo Disponível em: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100407/not_imp534839,0.php#noticia A exemplo do que ocorreu com as Conferências Nacionais de Comunicação e Direitos Humanos, as propostas aprovadas pela 1.ª Conferência Nacional de Educação, que foi encerrada na última quinta-feira com a participação do presidente Lula, têm como denominador comum a expansão do dirigismo estatal e a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=julcirocha.wordpress.com&amp;blog=1154580&amp;post=465&amp;subd=julcirocha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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<div>07/04/2010</div>
<div>- O Estado de S.Paulo</div>
<div>Disponível em: <a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100407/not_imp534839,0.php#noticia" target="_blank">http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100407/not_imp534839,0.php#noticia</a></div>
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<p>A exemplo do que ocorreu com as Conferências Nacionais  de Comunicação e Direitos Humanos, as propostas aprovadas pela 1.ª  Conferência Nacional de Educação, que foi encerrada na última  quinta-feira com a participação do presidente Lula, têm como denominador  comum a expansão do dirigismo estatal e a supressão da liberdade de  iniciativa no setor. Atualmente, as universidades particulares respondem  por 75% das matrículas do ensino superior no País e muitas delas, além  de abrir capital, têm recebido vultosas somas de fundos de investimentos  para financiar sua expansão.</p>
<p>A justificativa dos participantes da 1.ª Conferência Nacional de  Educação é que o ensino superior seria um &#8220;bem público&#8221;, motivo pelo  qual a oferta de vagas por universidades privadas e confessionais teria  de ser feita por meio do regime de concessão, como ocorre nas áreas de  energia, petróleo e telecomunicações. Para os 3 mil sindicalistas e  representantes de movimentos sociais e ONGs que aprovaram essa proposta  absurda, se cabe ao governo federal &#8220;articular&#8221; o sistema educacional, a  União deveria &#8220;normatizar, controlar e fiscalizar&#8221; as instituições de  ensino superior do País, por meio de uma agência reguladora, além de  estabelecer parâmetros para currículos, projetos pedagógicos e programas  de pesquisa para todas elas.</p>
<p>Essa tese colide frontalmente com a Constituição de 88, que é clara e  objetiva em matéria de ensino. Ela prevê a livre iniciativa no setor  educacional, concede autonomia didática, científica, administrativa e  patrimonial às universidades e assegura aos Estados e municípios ampla  liberdade para organizar suas respectivas redes escolares.</p>
<p>Como ocorreu nas Conferências Nacionais de Comunicação e Direitos  Humanos, as entidades representadas na 1.ª Conferência Nacional de  Educação ? das quais pelo menos 40 atuam em áreas estranhas aos meios  acadêmicos ? em momento algum esconderam sua aversão ao livre jogo de  mercado. Segundo elas, por visar ao lucro, as universidades  particulares, ao contrário das universidades públicas, não se  preocupariam com a qualidade dos serviços que prestam.</p>
<p>A afirmação é falaciosa, uma vez que há instituições privadas muito  bem classificadas no ranking do Sistema Nacional de Avaliação da  Educação Superior (Sinaes), assim como existem instituições federais que  certamente não seriam autorizadas a funcionar, caso o Ministério da  Educação fosse mais rigoroso na aplicação das regras por ele mesmo  estabelecidas. É esse o caso das Universidades Federais do Vale do  Jequitinhonha, que foi inaugurada por Lula sem ter corpo docente, e do  ABC, que funciona em meio a um canteiro de obras atrasadas e abriu seu  primeiro processo seletivo sem dispor sequer de laboratórios e de  bibliotecas.</p>
<p>Além de investir contra a iniciativa privada, as propostas aprovadas  na 1.ª Conferência Nacional de Educação esvaziam as competências das  Secretarias Municipais e Estaduais de Educação, atribuindo-lhes o papel  de meros fóruns consultivos. E, em nome da &#8220;democratização&#8221; do ensino,  defendem a inclusão de integrantes da &#8220;sociedade civil organizada&#8221; nos  órgãos educacionais. Com isso, os Conselhos Nacional e Estaduais de  Educação deixariam de existir e sindicalistas vinculados à Central Única  dos Trabalhadores, militantes de agremiações partidárias e  representantes de ONGs sustentadas por dinheiro governamental poderiam  interferir na formulação, implementação e execução da política do setor,  colocando os interesses corporativos, políticos e ideológicos à frente  do interesse público.</p>
<p>Tão ou mais espantoso do que o ranço ideológico das propostas da 1.ª  Conferência Nacional de Educação foi a reação das autoridades  educacionais. Elas se comprometeram a incluí-las no Plano Nacional da  Educação ? o projeto do MEC que define as principais políticas  educacionais dos próximos dez anos e que em breve será enviado ao  Congresso. Nos países desenvolvidos, o poder público estimula o aumento  dos investimentos privados no ensino superior. O MEC, que na gestão do  presidente Lula não conseguiu diminuir as taxas de evasão e repetência,  faz o contrário.</p>
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		<title>Educação &#8211; Carta de Demerval Saviani</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Apr 2010 12:59:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julci</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>

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		<description><![CDATA[Educação &#8220;A mídia, de modo geral, incluída a Folha [de S.Paulo], comunga com empresários e políticos o discurso, mais ou menos unânime, de que a educação, na dita &#8220;sociedade do conhecimento&#8221;, em que nos encontramos atualmente, é a coisa mais importante, devendo ser, portanto, a prioridade número 1 dos governos e da sociedade como um [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=julcirocha.wordpress.com&amp;blog=1154580&amp;post=462&amp;subd=julcirocha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Educação</p>
<p>&#8220;A mídia, de modo geral, incluída a Folha [de S.Paulo], comunga com  empresários e políticos o discurso, mais ou menos unânime, de que a  educação, na dita &#8220;sociedade do conhecimento&#8221;, em que nos encontramos  atualmente, é a coisa mais importante, devendo ser, portanto, a  prioridade número 1 dos governos e da sociedade como um todo.</p>
<p>No entanto, assim como os governos relutam em traduzir a referida  prioridade em mais investimentos, a mídia também se nega a traduzi-la no  noticiário referente às iniciativas educacionais. A semana que passou  foi palco de um dos principais acontecimentos da educação brasileira: a  Conferência Nacional de Educação (Conae), aberta em Brasília na noite de  28 de março, e encerrada no dia 1º de abril.</p>
<p>Essa conferência tratou de dois temas fundamentais: a organização do  Sistema Nacional de Educação e a elaboração do Plano Nacional de  Educação, que deverá substituir o atual. Dos resultados da Conae deverão  sair projetos de lei a serem encaminhados ao Congresso Nacional para  discussão e aprovação.</p>
<p>Apesar da grande importância desse acontecimento, a mídia falada e  escrita nada publicou a respeito. Acompanhei como assinante a Folha para  ver o que seria publicado sobre o assunto. A Conae se encerrou e nada  encontrei. Como explicar essa omissão da mídia diante de algo que ela  mesma proclama como de transcendental importância? Seria tal proclamação  apenas uma máscara a disfarçar o desinteresse de nossas elites  dominantes e dirigentes no que se refere a uma educação que efetivamente  venha a propiciar a toda a população brasileira uma visão clara e  consistente da situação em que vive?&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">
DERMEVAL SAVIANI, professor emérito da Unicamp (Campinas, SP)</p>
<p style="text-align:justify;">
Publicada em 5 abr. 2010 na Folha de S.Paulo.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/julcirocha.wordpress.com/462/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/julcirocha.wordpress.com/462/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/julcirocha.wordpress.com/462/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/julcirocha.wordpress.com/462/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/julcirocha.wordpress.com/462/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/julcirocha.wordpress.com/462/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/julcirocha.wordpress.com/462/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/julcirocha.wordpress.com/462/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/julcirocha.wordpress.com/462/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/julcirocha.wordpress.com/462/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/julcirocha.wordpress.com/462/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/julcirocha.wordpress.com/462/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/julcirocha.wordpress.com/462/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/julcirocha.wordpress.com/462/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=julcirocha.wordpress.com&amp;blog=1154580&amp;post=462&amp;subd=julcirocha&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A conferência da educação</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Apr 2010 12:54:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julci</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<div>
<div>Fonte: <a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100404/not_imp533309,0.php" target="_blank">http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100404/not_imp533309,0.php</a></div>
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<div>- O Estado de S.Paulo</div>
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<p>Criadas há mais de duas décadas a pretexto de fortalecer  os mecanismos populares de representação política, mediante o  envolvimento dos diferentes setores da sociedade civil e instâncias  governamentais na formulação de políticas públicas, as conferências  nacionais têm sido amplamente utilizadas pelo governo Lula para  conquistar o apoio de movimentos sociais, ONGs e corporações  profissionais. Apresentadas como alternativa ao modelo da democracia  representativa, elas começam com reuniões locais, prosseguem com  reuniões estaduais e culminam num encontro nacional, sempre com  articulação e patrocínio do governo.</p>
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<p>A ideia é que as diretrizes e propostas aprovadas com base nesse  &#8220;experimentalismo democrático&#8221; acabem subsidiando programas  governamentais e se convertam em lei. Para os defensores desse modelo,  as &#8220;práticas participativas em escala nacional&#8221; resultam em projetos com  mais legitimidade do que os formulados pelos canais legislativos  tradicionais. Já foram realizadas 2 conferências no governo Collor, 6 no  governo Itamar, 17 no governo FHC e 55 nos dois mandatos de Lula.  Tiveram grande repercussão as conferências sobre comunicações e direitos  humanos que, dado o viés ideológico que caracteriza o  &#8220;participacionismo&#8221;, culminaram em propostas de cerceamento das  liberdades, limitando o direito de informação, impondo dificuldades para  a expansão da iniciativa privada no campo da mídia e criando conselhos e  órgãos corporativos sob controle governamental.</p>
<p>Por isso, pouco se pode esperar dessa experiência para o  aperfeiçoamento da democracia. Convocada para discutir o futuro da  educação, a conferência mais recente, realizada essa semana, não fugiu à  regra. Foram apresentadas mais de 5 mil propostas e o objetivo do  ministro Fernando Haddad é aproveitar as que forem aprovadas pelos 3 mil  delegados para definir o Plano Nacional de Educação, que vai  estabelecer as diretrizes do ensino público de 2011 a 2020. A ideia é  enviar o projeto para o Congresso e mobilizar a base governista para  tentar aprová-lo este ano &#8211; o que parece bastante improvável.</p>
<p>Defendida pelo Ministério da Educação, a proposta mais ambiciosa  postula para o ensino uma estrutura administrativa nos moldes do Sistema  Único de Saúde. A ideia é criar um processo decisório compartilhado,  por meio de um órgão normativo integrado por representantes do MEC,  gestores estaduais e municipais, trabalhadores do setor e organizações  sociais. Com isso, a União teria flexibilidade para atualizar o  currículo do ensino básico. Já as secretarias municipais e estaduais da  educação seriam obrigadas a adotá-lo, mas teriam liberdade para  implementá-lo.</p>
<p>De saída, a proposta esbarra em dois problemas. O primeiro é  orçamentário &#8211; o próprio MEC reconhece que, para ter sucesso, ela  precisará de vultosas verbas adicionais. O segundo problema é político. A  proposta compromete a autonomia dos Estados e municípios, consagrada  pela Constituição. Além disso, não faz sentido esvaziar o Conselho  Nacional de Educação, que é integrado por especialistas, repassando as  prerrogativas para um órgão normativo com representação de  &#8220;trabalhadores e organizações sociais&#8221;.</p>
<p>Mais uma vez uma conferência nacional foi utilizada com propósitos  corporativos. E isso fica ainda mais evidente nas propostas que tratam  de salários e de carga horária. Os docentes querem ganhar mais e  trabalhar menos. Em nome da isonomia, os servidores administrativos das  escolas e secretarias querem as mesmas regalias pleiteadas pelos  professores. De onde sairia o dinheiro para tanta gastança? &#8211; indagam  alguns secretários municipais de educação. Da flexibilização da Lei de  Responsabilidade Fiscal e da aprovação de uma lei que obrigue a União a  aumentar os investimentos em educação em 1% do PIB por ano, até chegar  ao patamar de 10%, em 2014, responderam os participantes da 1.ª  Conferência Nacional da Educação.</p>
<p>E, assim, a conferência da educação provou ser do mesmo gênero das  conferências de comunicação e direitos humanos. Produziu textos  absolutamente inúteis para orientar ou mesmo subsidiar políticas  públicas absolutamente inviáveis mesmo se o Brasil &#8220;continuar nas mãos  de Lula&#8221; &#8211; o que pode não acontecer.</p>
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