Posts filed under ‘Nossa Língua Portuguesa’

Texto interessante sobre a vírgula

Vírgula pode ser uma pausa… ou não.
Não, espere.
Não espere..

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode criar heróis..
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!

Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.

Detalhes Adicionais:

SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.

* Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER…
* Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM…

Autoria: Associação Brasileira de Imprensa

Fonte: Não informada

22 de Fevereiro de 2010 at 8:36 Deixe o seu comentário

Dúvida de gramática: “Espero que não haja obstáculos à realização das provas, daqui A ou HÁ uma semana”?

A ou HÁ?

“Espero que não haja obstáculos à realização das provas, daqui A ou HÁ uma semana”?
O correto é “…daqui A uma semana”.

a) HÁ (=de verbo HAVER) só poderia ser usado caso se referisse a um
tempo já transcorrido:
“Não nos vemos há dez dias.” (=FAZ dez dias que não nos vemos)
“Há muito tempo, ocorreu aqui uma grande tragédia.” (=FAZ muito tempo)

b) A = quando a ideia for de “tempo futuro”, devemos usar a preposição “a”:
“Espero que não haja obstáculos à realização das provas, daqui a uma semana.”
“Só nos veremos daqui a um mês.”

Decore a “dica”:
Tempo passado = HÁ (=FAZ);
Tempo futuro = A

Observação:
Quando a ideia for de “distância”, também devemos usar a preposição “a”:
“Estamos a dez quilômetros do estádio.”
“O estacionamento fica a poucos metros do aeroporto.”

Fonte: http://colunas.g1.com.br/portugues/

18 de Janeiro de 2010 at 15:21 2 comentários

Caetano Veloso, você não sabe de tudo!

Fico impressionada com a postura “elitizada” de Caetano Veloso, que critica veementemente o modo de falar do Lula. E o pior, com argumentos absolutamente ultrapassados, por serem meramente ideológicos.

A linguística avançou e reconhece que não existe uma única forma de se falar português, embora algumas formas tenham mais prestígio social, por serem pertencentes à elite. É o caso dos “sotaques” de São Paulo, do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Sul… Esta escolha por determinadas variantes não é pelo fato destas serem tecnicamente melhores, mas porque elas são faladas por quem detém o capital econômico do país.

Acho muito estranho Caetano Veloso não saber disso.

Sírio Possenti, um dos maiores linguistas do Brasil, comenta as bobagens que Caetano falou na entrevista. Destaco o exemplo da Língua Francesa, que elucida claramente o que chamamos de evolução da língua oral (sem  juízo de valor), que tem como sua principal característica a busca pela economia e concisão.

Dá-lhe Possenti!

Caetano, os artigos e os nomes

Sírio Possenti
de Campinas (SP)


Afirmação de Caetano é de quem não entendeu nem as aulas
de gramática do ginásio, diz Possenti (foto: Divulgação)

Prometo que esta é a última vez que falo de Caetano Veloso neste espaço. Pelo menos sobre os temas que têm alimentado a coluna.

Recebi uma indicação de endereço no qual poderia assistir a uma entrevista – na verdade, ele leu um texto, parecia um cara depondo numa CPI – que Caetano deu em Portugal. Contou que tinha se metido numa “pequena confusão” – os termos são meus – no Brasil, ao declarar que Lula era analfabeto etc. Em seguida, fez uma declaração que pode ser considerada uma defesa de seu governo (um marqueteiro ainda vai pescar essa pérola, eu acho). Disse que Lula faz um governo épico (sic). E acrescentou – com um riso maroto – que não consegue imaginar alguém sendo eleito presidente em outros países, como França, Portugal e Argentina, se não concordar artigos com nomes (seu sorriso desmentia o que tinha dito, eu acho). Finalizou dizendo que os lingüistas gostam de Lula porque ele fala como os que estudaram pouco.

São as duas afirmações finais que quero comentar – brevemente, prometo.

Eu não sei com quem Caetano conversa, agora que não se reúne mais com os concretistas que falavam de Jakobson. Eu converso bastante com lingüistas, no meu local de trabalho e em eventos aos quais eles comparecem. Declaro que nunca ouvi um lingüista dizer algo parecido com o que Caetano acha que os lingüistas acham. A tese poderia até ser interessante para quem considerasse bom que governantes tivessem um certo tipo de identificação com o “popular” (acontece que, curiosamente – ou não! – o povo prefere quem fale corretamente. Já se disse que povo gosta de luxo).

Muitas vezes, aliás, ouvi colegas dizendo que o presidente passou do ponto ao dizer certas coisas e que no dia tal deu uma escorregada, que a situação era formal etc. Ou seja, são comuns as críticas à linguagem do presidente, sejam devidas a suas posições políticas, sejam devidas a aspectos de sua linguagem. Mas, em geral – como as pessoas sabem do que estão falando, no caso – tais críticas são mais comumente dirigidas a determinadas expressões do que a construções gramaticais específicas – como a comentada por Caetano.

Caetano continua não entendendo o que os lingüistas (as teorias lingüísticas) dizem sobre o caso. Nenhum linguista idolatra Lula porque ele fala como os que não estudaram. O que os lingüistas dizem – e isso os distingue de outros profissionais – é apenas que pessoas que não estudaram também falam uma língua (português, no caso). Que falar de maneira diferente (Os político… Eu disse pro Obama…) não é falar errado. Que uma análise da língua, de sua estrutura, mostra que se trata de variantes etc. Que elas são regidas por regras gramaticais. E que certas variantes são marcadas socialmente etc.

Em suma: que certas formas de falar português (ou inglês) são diferentes, populares e não ERRADAS. Que, portanto, é um equívoco técnico dizer que alguém não sabe (nem) falar. Ou seja: lingüistas podem gostar ou não de Lula e de seu governo (obviamente, não há unanimidade). O que eles dizem ou diriam como lingüistas é apenas que é errado dizer que ele não sabe português. Só isso. O que passa longe de significar que gostam de Lula PORQUE ele fala assim ou assado.

Finalmente, a questão “gramatical” que Caetano mencionou: que ninguém seria eleito em outro país se não concordasse artigo com nome. A afirmação é um escândalo, em termos técnicos. É de quem não entendeu nem as aulas de gramática do ginásio, sempre tão defendidas como o verdadeiro discurso (Caetano fez isso, Ferreira Gullar também faz isso de vez em quando).

Ora, nos dialetos brasileiros em que ocorre uma concordância diferente da aprendida na escola (os políticos, os panetones), é o nome que eventualmente não recebe marca de plural. E é exatamente o artigo que recebe esta marca: o que pode ser VISTO em expressões como OS POLÍTICO, OS PANETONE.

Finalmente, para mostrar que, de fato, Caetano observa precariamente esse tipo de material (as línguas): imagine um candidato a presidente na França (foi ele que mencionou o país!) que fizesse essa concordância tal como Caetano acha que deve ser feita. Ele teria que pronunciar, segundo Caetano (se quisesse dizer “as francesas”), “les françaises” assim: les francézes. Mas, se fizesse isso, seria alvo de chacota, porque, para ser “correto” – é disso que Caetano fala – ele deve dizer le francéz. Ou seja, sem marca de plural no nome. Ele deveria ter dado outro exemplo… Ou dito que o raciocínio poderia ser estendido a outros casos, por analogia. Mas então ele não precisaria ser “corrigido” a cada declaração!

Outro erro de Caetano (a lista parece interminável): as gramáticas dizem que é o artigo que deve concordar com o nome. Acontece que em OS PANETONE – a forma popular – é o artigo que está no plural. Como ele acha que isso deveria ser “ensinado”?

Fonte: http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4148721-EI8425,00-Caetano+os+artigos+e+os+nomes.html

10 de Dezembro de 2009 at 8:46 Deixe o seu comentário

Uso do cujo com preposição

Indicações de sites que explicam o uso do cujo atrelado com preposições, o que torna este tópico gramatical mais complicado, pois exige conhecimento de regência verbal.

http://www.capcursos.com.br/Paginas/ASP/pgnBoletimSaiba.asp?boletim=197

http://www.ciberduvidas.com/pergunta.php?id=17382

9 de Outubro de 2009 at 0:15 Deixe o seu comentário

Excelente jogo para testar seus conhecimentos sobre a nova ortografia

Encontrei este jogo no site Educar para Crescer, da editora abril e resolvi compartilhar.

Trata-se de um excelente objeto de aprendizagem, com perguntas e feedback muito bem elaborados.

Dá para realmente testar os seus conhecimentos e aprender com os erros e acertos.

http://educarparacrescer.abril.uol.com.br/jogo-das-palavras/

Vale a pena. Recomendadíssimo.

24 de Junho de 2009 at 15:05 Deixe o seu comentário

Quando “não” usar a crase

Achei um site com exemplos de quando não usar a crase. Ele também dá algumas dicas de como “testar” o caso para saber se recebe ou não a crase.

Seguem alguns casos que estão explicados no site. Afinal, eles levam ou não a crase?

  • Entregamos à domicílio.
  • Vendas à prazo com planos especiais.
  • 15 sabores à escolher.
  • Prestações à perder de vista.
  • Trajes à rigor.
  • Preços à vista com 10% de desconto.
  • Atendemos de segunda à sexta.
  • Ótima localização, à 10 minutos do metrô.
  • Lindos bordados feitos à mão.
  • Diariamente até às 18:00.
  • Conjuntos infantis à partir de R$ 15,00.

Endereço: http://www.ufv.br/tutoria/portugues/crase.htm

Neste outro site foi criada uma lista com diversas locuções em português, identificando se elas possuem ou não a crase.

Endereço: http://www.ceismael.com.br/oratoria/oratoria014.htm

18 de Junho de 2009 at 11:29 Deixe o seu comentário

A nova ortografia, algumas dicas

Fonte: Folha online 2009

nova_ortografia

acentos

18 de Março de 2009 at 9:07 Deixe o seu comentário

Sirio Possenti e a nova ortografia

Esse assunto dá pano prá manga. Todo dia nós encontramos algum escrito sobre isso. Sirio Possenti não poderia estar de fora e, para variar, dá uma tônica ao assunto totalmente nova (e relevante, diga-se de passagem).

Depois que li seu livro ” Por que (não) ensinar gramática na escola”, tornei-me uma assídua leitora de seus textos, sempre excelentes.

Aí vai o link de seu artigo entitulado ” Sempre a ortografia”

JRocha

23 de Janeiro de 2009 at 23:41 Deixe o seu comentário

“Mesmo” não exerce função de pronome pessoal

Essa é uma dúvida que quase ninguém tem… todo mundo acha que está utilizando conforme “manda” a norma culta…

THAÍS NICOLETI DE CAMARGO

“Antes de entrar no elevador, verifique se o mesmo encontra-se parado neste andar.” A frase é bem conhecida dos usuários de elevadores -pelo menos, daqueles que vivem na cidade de São Paulo, onde ela integra o texto da lei número 12.722, de 4 de setembro de 1998.

Muito bem. A frase, que freqüentemente tem sido lembrada como um mau exemplo do uso do pronome “mesmo”, enseja uma revisão sobre o emprego desse demonstrativo, que, é bom que se diga, não deve ser usado no lugar dos pronomes pessoais.

É esse, aliás, o defeito principal dessa frase (que tem outros problemas que não cabe aqui comentar) e de uma quantidade de construções frasais típicas de boletins de ocorrência policial, nos quais esse uso parece ter-se tornado uma verdadeira “ferramenta de estilo”. Quem não identifica logo a escrita dos relatórios policiais às construções do tipo “O acusado declarou não ter estado naquele local na hora do crime. “O mesmo” disse ainda que nunca estivera naquele local”?

Vamos entender o motivo de esse uso ser inadequado. O pronome “mesmo” tem origem em dois termos latinos, “ipse” e “idem”, que orientam dois diferentes usos do pronome em português. Com o valor de “idem”, que quer dizer “o mesmo”, denota identidade e emprega-se ao lado de substantivos antepostos por artigos ou outros demonstrativos (“Fez as mesmas observações”, “Dirigiu-se àquele mesmo rapaz”); com o valor de “ipse”, que quer dizer “ele mesmo”, emprega-se ao lado de substantivos ou de pronomes pessoais e significa “próprio”, “em pessoa” (“Ele mesmo deu o recado”).

Esses são os empregos tradicionais do pronome, que, entretanto, aparece em outras situações. Pode ser usado com valor de substantivo no sentido de “coisa semelhante” (“Na semana passada, choveu torrencialmente. Dizem que “o mesmo” ocorrerá nos próximos dias”).

Note-se que “o mesmo” quer dizer “a mesma coisa”, não “ele”. Rigorosamente, portanto, ao dizermos “Verifique se o mesmo encontra-se.

..” (sic), estamos dizendo “Verifique se a mesma coisa se encontra…”, o que não parece ser a idéia de quem formulou a frase.

Como advérbio, portanto como palavra invariável quanto ao gênero e ao número, é empregado para realçar verbos e advérbios, ao quais acrescenta um reforço semântico. Assim: “Ela escreveu mesmo (“de fato”) aquilo?”, “A reunião vai ser lá mesmo (“de fato”)?”. A essa idéia pode associar-se a de dúvida. Numa construção como “Ganhou na loteria? Mesmo?”, a interrogativa “Mesmo?” sugere descrença e surpresa.

Na condição de palavra denotadora de limite, “mesmo” tem o valor aproximado de “até”. Numa construção como “Mesmo as pessoas amigas duvidaram dele”, provavelmente derivada de “Até mesmo as pessoas amigas duvidaram dele”, o pronome que atuava como realce da preposição “até” passou a substituí-la, assumindo o seu valor semântico.

Na locução conjuntiva “mesmo que”, exprime a idéia de concessão, ou seja, de aceitação de uma situação oposta. Assim: “Mesmo que você não me queira ouvir, vou dizer o que acho”.

Palavra de uso constante na língua, “mesmo” admite o superlativo (“mesmíssimo”) e deu origem ao substantivo “mesmice”, um sinônimo um tanto pejorativo de “marasmo” ou “ausência de mudança”.

Folha de S.Paulo, 28 out. 2008.

15 de Novembro de 2008 at 20:05 Deixe o seu comentário

Dicas para escrever bem : evite repetições desnecessárias

VOCÊ SABE O QUE É TAUTOLOGIA?

 

Lendo

Lendo

 

É o termo usado para definir um dos vícios de linguagem. Consiste na repetição de uma idéia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido. O exemplo clássico é o famoso ‘subir para cima’ ou o ‘descer para baixo’. Observe que, no contexto de língua formal, todas essas repetições são dispensáveis.

Segue uma lista com alguns exemplos:

- elo de ligação

- acabamento final

- certeza absoluta

- quantia exata

- nos dias 8, 9 e 10, inclusive

- juntamente com

- expressamente proibido

- em duas metades iguais

- sintomas indicativos

- há anos atrás

- vereador da cidade

- outra alternativa

- detalhes minuciosos

- a razão é porque

- anexo junto à carta

- de sua livre escolha

- superávit positivo

- todos foram unânimes

- conviver junto

- fato real

- encarar de frente  

- multidão de pessoas

- amanhecer o dia

- criação nova

- retornar de novo

- empréstimo temporário

- surpresa inesperada

- escolha opcional

- planejar antecipadamente

- abertura inaugural

- continua a permanecer

- a última versão definitiva

- possivelmente poderá ocorrer

- comparecer em pessoa

- gritar bem alto

- propriedade característica

- demasiadamente excessivo

- a seu critério pessoal

- exceder em muito

Minhas contribuições para a lista:

- Segue anexo

- opinião pessoal minha

- conclusão final

 Fonte não localizada.

 Quem souber a fonte, informe !

 

 

 

 

 

 

5 de Outubro de 2008 at 11:12 Deixe o seu comentário

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